Tipos de vacina contra o Covid-19

Vacinas Covid 19

Para perceber com maior precisão os avanços no combate ao coronavírus, fazemos essa postagem que possui dados acerca das vacinas contra COVID-19. Todas elas têm o propósito de expor a pessoa a um antígeno. Assim, apesar deste antígeno não causar doença, provoca uma resposta do sistema imunológico que bloqueará ou matará o vírus quando a pessoa tem contacto com o mesmo. Dessa forma, há ao menos 8 tipos distintos de vacinas a serem testadas. Assim, o tipo de vacina está dependente do tipo de vírus ou da parte viral a ser usada. Seguem os tipos de vacina que estão sendo fabricadas.

 

1. Vacina de Vírus

Este tipo de vacina pode conter o vírus enfraquecido ou inativado (Sanar, 2020).

 

1.1. Vacina de vírus enfraquecido

Numa vacina com o vírus enfraquecido, o vírus é submetido a processos até que sofra mutações que o tornem menos potente para acarretar a doença (Sanar, 2020).

Utiliza um tipo enfraquecido do vírus que pode causar uma resposta do sistema imunológico específica contra o agente patogênico, mas que não gera a doença. O vírus é multiplicado nas células de animais mamíferos ou humanos e passa por mutações que o enfraquecem. O método é empregado desde a década de 50 e oferece um excelente e longa proteção, mas pode originar reações em determinados grupos, sendo utilizada em grande parte das vacinas recentes, como a da febre amarela, sarampo, caxumba epoliomielite em sua forma oral. (Pivetta, 2020).

 

1.2. Vacina de vírus inativados

Por outro lado, nas vacinas que possuem o vírus inativo, o vírus é alterada com partículas químicas ou calor, de tal modo que não poderá acarretar a infecção. Assim, por exemplo, as vacinas contra o sarampo e a poliomielite utilizam o próprio vírus nos seus compostos. Entretanto, vacinas que usam o vírus necessitam de testes de segurança exaustivos (Sanar, 2020).

Os processos químicos destroem o vírus que é incluído na sua fórmula, sendo que a reação do sistema imunológico não é tão eficaz como nos imunizantes feitos com vírus vivos atenuados, porém tais vacinas são muito seguras. Às vezes é necessário mais de uma dosagem para conseguir um eficaz proteção. A técnica utilizada, por exemplo, nas vacinas contra os vírus da (gripe), raiva e hepatite A (Pivetta, 2020).

 

2. Vacina de Vetores Virais

Nas vacinas que usam vetores virais, um vírus como sarampo ou adenovírus é alterado em sua genética com o fim de gerar proteínas do coronavírus (Sanar, 2020).

Tais vírus enquanto enfraquecidos não podem acarretar a doença.Assim, há dois tipos: os que ainda são passíveis de replicação no interior das células e os que não podem devido a desativação dos genes mais importantes.(Sanar, 2020).

 

2.1. Vetor viral replicante

O vetor viral responsável por conduzir a proteína spike é reproduzido em células humanas. Assim, há vários vetores utilizados nesse tipo, como os vírus atenuados do sarampo, da gripe, da poliomielite ou da estomatite
vesicular. Tal tipo de vacina pode não gerar a imunidade almejada se o indivíduo tiver anticorpos contra o vetor viral (Pivetta, 2020).

2.2. Vetor viral não replicante

Tais formulações usam um vírus alterado inócuo (vetor), ao qual foi acrescido o gene do Sars-CoV-2 que codifica seu antígeno, a proteína spike. O vírus recombinante não é reproduzido, porém entra nas células humanas onde o gene do antígeno que produz a spike é ativado. O vetor mais utilizado é o adenovírus, que, caso não seja desativado, pode originar patologias a nível respiratório. A primeira vacina para utilização humana com tal tecnologia tem proteção contra o vírus ebola que começou no Zaire e obteve aprovação no final de 2019 nos Estados Unidos e na Europa (Pivetta, 2020).

 

 

3. Vacinas de ácido nucleico (DNA e RNA)

Nesta modalidade de vacinas, o ácido nucleico é colocado nas células humanas, que geram cópias de alguma proteína do vírus. Em resumo, quase todas essas vacinas codificam a proteína spike do vírus (Sanar, 2020).

São vacinas que não são difíceis de serem desenvolvidas, pois englobam somente o material genético, e não o vírus. Entretanto é uma tecnologia que nunca foi utilizada em vacinas recentemente licenciadas e não tem comprovação de eficácia. (Pivetta, 2020).

 

3.1. Vacinas de DNA

As vacinas de DNA são constituídas em um plasmídeo de expressão que contém genes que codificam um ou mais antígenos imunogênico pelos quais há interesse. A inoculação deste plasmídeo no hospedeiro e consequente transfecção das células do hospedeiro viabiliza produzir in vivo dos alvos antigênicos almejados usando o próprio mecanismo celular. Assim, uma vez que esses plasmídeos recombinantes se encontrar dentro do hospedeiro, o gene alvo é transcrito, processado e apresentado pelas células apresentadoras de antígenos (APCs), podendo causar uma resposta do sistema imunológico a nível celular e humoral. Dessa forma, as vacinas de DNA têm sido usadas contra uma variedade de agentes patogênicos bem como contra antígenos tumorais (Saade & Petrovsky, 2012).

Assim, no lugar do uso do vírus todo ou com partes dele, tal técnica gera formulações com as instruções genéticas, uma sequência de DNA, necessárias para gerar o antígeno do patógeno. São utilizados os denominados plasmídeos, moléculas circulares de DNA, que carregam a sequência genômica almejada. As células do corpo leem a sequência, copiam-na no formato de uma molécula mais simples, o RNA mensageiro, e geram o antígeno. A metodologia, em tese, seria ágil e eficiente, mas ainda não existem vacinas para pessoas com base nesta metodologia. (Pivetta, 2020).

 

3.2. Vacinas de RNA

As vacinas do RNA são uma categoria nova de vacinas que vão formar uma codificação da seqüência do mRNA para uma proteína micróbio-específica ou antígeno, que uma vez expresso no organismo, o antígeno do alvo é reconhecido pelo sistema imune, induzindo reações do sistema imunológico almejadas (News-Medical, 2020).

As vacinas do RNA são mais seguras de serem utilizadas mesmo nos pacientes com o sistema imunológico comprometido pois tais vacinas não têm agentes infecciosos. O processo de manufactura mais acessível financeiramente e mais ágil produz vacinas do RNA muito eficazes no combate aos micróbios patogénicos em veloz avanço, como o vírus da gripe e as expressões contagiosas da patologia. (Ebola, Zika, e COVID-19). Assim, as vacinas do RNA podem ser potencialmente utilizadas para controlo das normas sanitárias mais rígidas, como, por exemplo, o cancro (News-Medical, 2020).

Tal técnica é um avanço uma vez que tem como objetivo inserir no recebedor do imunizante a própria molécula do RNA mensageiro, sendo a fórmula química empregada no processo celular para produção do anticorpo do patógeno. O RNA é sintetizado em laboratório e, já que no corpo humano, é transportado por partículas de lipídeos , ou seja, de gordura que ultrapassam com facilidade as células do ser humano. Assim, como a de DNA, a vacina de RNA seria mais ágil e produzida com mais facilidade. (Pivetta, 2020).

 

4. Vacinas à base de proteína

4.1. Sub-Unidade Proteica

Neste tipo de vacina, proteínas do coronavírus são ntrozidas de forma direta no organismo. Da mesma maneira, fragmentos ou invólucros de proteínas que imitam a estrutura do vírus também podem ser utilizadas (Sanar, 2020).

A maior parte delas está focada na proteína spike, já que tal protéina desempenha uma função crucial no processo de ingresso do vírus na célula, através da ligação com o receptor ACE2 (Sanar, 2020). Tal forma de vacina exige adjuvantes para estímulo do sistema imunológico assim como várias doses (Sanar, 2020).

Tal tipo de fórmula não usa o patógeno todo, mas somente os seus antígenos, ou seja, partes de sua estrutura reconhecidas pelo organismo como de origem externa e suficientes para produzir uma reação do sistema imunológico. No caso do Sars-CoV-2, o antígeno normalmente escolhido é uma proteína de superfície do novo coronavírus, a spike, que cria as espículas incumbidas de auxiliar o vírus a ingressar nas células de seres humanos. Tais imunizantes estimulam um boa reação imunológica, mas nem sempre permanente. Vacinas como as de hepatite B e de meningite bacteriana utilizam tal tecnologia (Pivetta, 2020).

 

4.2. Partículas Semelhantes a Vírus

Outro tipo se baseia no uso de partículas parecidas com um vírus, que consistem em uma casca que contém a estrutura externa do vírus, entretanto sem o conteúdo interno. Tais partículas não podem causar infecção pois não têm o material genético do vírus e têm o potencial de causar reação imunológica potente, mas não são fáceis de serem produzidas (Sanar, 2020).

tal técnica usa moléculas, naturais ou criadas em laboratório, que se juntam em partículas semelhantes a um vírus, , entretanto sem possuir material genético, incapazes de causar patologia. Assim, é possível introduzir partes ou proteínas do patógeno contra o qual se almeja o estímulo da reação imunológica nesse envólucro vazio que parece com o vírus. No caso do Sars-CoV-2, a proteína spike é acrecida ao VLP com o objetivo de gerar a produção de células de defesa contra o coronavírus atual. Assim, as vacinas contra a hepatite B e contra o papilomavírus (HPV) foram criadas através desse método (Pivetta, 2020).

Na seguinte figura podemos verificar uma relação de tipos de vacinas, sendo algumas ainda em teste e outras já em vigor como, por exemplo, as da Aztra Zeneca, Oxford, Moderna, e Bionetch e Pfizer.

 

Lista de Vacinas de Covid 19

 

Bibliografia

Pivetta, M. (2020). Á procura de atalhos. Disponível em https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2020/07/018-023_vacina-panorama_293Novo2.pdf

Saade, F.; Petrovsky, N. (2012). Technologies for enhanced efficacy of DNA vaccines. Expert Rev Vaccines. 11, 189–209.

News Medical (2020). O que é uma vacina de RNA. Disponível em https://www.news-medical.net/health/What-is-an-RNA-Vaccine-(Portuguese).aspx

Sanar (2020). Tipos de vacinas em estudo contra a Covid-19 – Resumo. Disponível em https://www.sanarmed.com/tipos-de-vacinas-em-estudo-contra-covid-19-resumo?fbclid=IwAR30aNzOGO388qqbfmc1FV4OLlZJrxlF7QJCFZIXI5G3EvnUzxwyCMylRBQ



Mais: , | Por: Flávia Negrini