Os 10 melhores jogadores de sempre do FC Porto

O Futebol Clube do Porto, vulgarmente designado por FC Porto ou simplesmente Porto, é um clube desportivo profissional português com sede no Porto. É mais conhecido pela equipa de futebol profissional que disputa a Primeira Liga, a primeira divisão do futebol português.

Fundado a 28 de Setembro de 1893, o Porto, juntamente com os rivais de Lisboa Benfica e Sporting, é uma das “Três Grandes” (português: Os Três Grandes) equipas em Portugal que apareceram em todas as épocas da Primeira Liga desde a sua criação em 1934.

Para a criatura mítica no topo do brasão do clube, eles são chamados de Dragões, e para as cores da camisola, Azuis e brancos. Os adeptos do clube são chamados de portistas. O Porto joga em casa no Estádio do Dragão desde 2003, substituindo o antigo campo de 51 anos, o Estádio das Antas.

O Porto é a segunda equipa mais condecorada de Portugal, com 79 troféus importantes, 72 dos quais conquistados em competições nacionais. Estes incluem 29 títulos da Primeira Liga (cinco dos quais, um recorde do futebol português, foram conquistados consecutivamente entre 1994 a 1995 e 1998 a 1999), 17 Taça de Portugal, 4 Campeonato de Portugal e um recorde de 22 Super Taça Cândido de Oliveira.

 

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1. Fernando Gomes

Fernando Mendes Soares Gomes (nasceu a 22 de Novembro de 1956) foi um jogador de futebol profissional português que atuou como atacante. Conquistou um enorme sucesso com o Porto, nos finais dos anos 1970 e 1980. Na Primeira Liga, também representou o Sporting e também passou dois anos na Espanha com o Sporting de Gijon. Com quase 50 internacionalizações por Portugal, Gomes representou a nação num Mundial e num Europeu. Gomes é um dos melhores jogadores da história do FC Porto.

Com imensa capacidade desde que entrou para as camadas jovens do FC Porto, o portuense Gomes estrelou na estreia na equipa principal frente ao G.D. CUF, em 1974. Exceto por uma breve passagem pela La Liga com o Sporting de Gijon, quando a maioria dos grandes jogadores deixaram o Estádio das Antas para apoiar o diretor do futebol, mais tarde presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, ele esteve em todos os momentos significativos do renascimento do clube tendo em conta os momentos seguintes:

A seca de 20 anos na Primeira Liga terminou na época de 1978, 1979, a primeira final da Taça das Taças contra a Juventus F.C. em 1984 e, embora tenha falhado a final da Taça dos Campeões da Europa de 1987 frente ao FC Bayern Munich, depois de partir uma perna dias antes, marcou cinco vezes na campanha da equipa, incluindo o importante segundo ante o FC Dynamo Kyiv nas meias-finais.

Recuperou-se ainda a tempo de jogar na Super Taça Europeia contra o AFC Ajax e na Copa Intercontinental contra o Penarol, em ambas as ocasiões foi capitão da equipa vencedora e marcou o golo de abertura no último jogo para uma vitória de 2 a 1.
Gomes é indiscutivelmente um dos Melhores Jogadores de todos os tempos do FC Porto.

 

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2. Rabah Madjer

Rabah “Mustapha” Madjer (nasceu a 15 de Dezembro de 1958) é um ex-jogador de futebol argelino que jogou como atacante. Alcançou proeminência como jogador do Porto na década de 1980, sendo amplamente considerado um dos melhores jogadores de futebol argelino de todos os tempos.

É também um dos melhores Jogadores de todos os tempos do FC Porto. Com o clube, ele conquistou nove títulos importantes durante a sua passagem de seis anos, incluindo três campeonatos nacionais e a Copa da Europa de 1987. Um dos internacionais argelinos mais prolíficos em número de jogos e golos, Madjer disputou duas Copas do Mundo com a sua seleção nacional, contribuindo para a sua primeira participação em 1982.

Tendo assumido o cargo de treinador imediatamente após se reformar, conduziu vários clubes e também teve passagens pela seleção argelina. Nascido no distrito de Hussein Dey de Argel, de origem Kabyle (Tigzirt), Madjer começou a sua carreira europeia em 1983, mudando-se do NA Hussein Dey para o Racing Club de France football Colombes 92. Permaneceu lá durante época e meia, encerrando em 1984 1985 com outra equipa francesa, o Tours FC.

Madjer chegou ao FC Porto na época de 1985, 1986 e, no ano seguinte, entrou nos livros da história do clube na final da Taça da Europa contra o Bayern de Munique, marcando o empate de 1 a 1 numa final memorável, que acabou por terminar em 2-1 para o Português, e também da rede do vencedor de Juary. Supõe-se que Pelé tenha falado sobre esse golo: “Teria sido o maior golo que eu já vi se ele não tivesse olhado para trás”.

Também conquistou a vitória do clube na Copa Intercontinental no mesmo ano. Madjer foi de facto um dos melhores jogadores da história do FC Porto.

 

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3. Deco

Anderson Luis de Souza (nasceu a 27 de Agosto de 1977), reconhecido como Deco, é um futebolista profissional reformado que atuou como meio campo ou central. Deco é um dos maiores jogadores do Porto de sempre e um dos poucos jogadores a ter vencido a UEFA Champions League com dois clubes, com o Porto em 2004 e com o Barcelona em 2006.

Foi nomeado o futebolista de Clubes do Ano da UEFA e Melhor Médio da UEFA na época do Porto em que venceu a Champions League e foi nomeado Homem em Campo na Final da UEFA Champions League de 2004.

Deco foi o primeiro jogador a ganhar o Prémio de Melhor Médio da UEFA com dois clubes, Porto e Barcelona. Recebeu a Bola de Ouro da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2006 e o ​​prémio de melhor em campo na final, independentemente de perder para o Internacional.

É um dos melhores Jogadores de todos os Tempos do FC Porto. Nascido e criado no Brasil, Deco obteve a nacionalidade portuguesa em 2002, tendo completado cinco anos de residência portuguesa, e por isso optou por jogar internacionalmente pela seleção nacional de Portugal. Jogou 75 partidas pela equipa, disputando dois Campeonatos da Europa e duas Copas do Mundo da FIFA, chegando à final da Euro 2004 e terminando em quarto lugar na Copa do Mundo de 2006.

 

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4. Teofilo Cubillas

Teófilo Juan Cubillas Arizaga (nasceu a 8 de Março de 1949) é um ex-futebolista peruano que atuou como meio campo. Foi escolhido como o maior jogador do Peru numa pesquisa da IFFHS, na qual também foi incluído no Top 50 do mundo. Era conhecido pela sua técnica, habilidade de chuto e habilidade de chuto livre.

Foi considerado um dos melhores jogadores do mundo na década de 1970 e o melhor na sua posição da década, atrás apenas do holandês Johan Cruyff. Entre as suas principais realizações estão os prémios FIFA de melhor jovem jogador e a chuteira de bronze no México 1970, além da chuteira prata e integrante da equipa ideal da Argentina em 1978, também foi campeão e melhor jogador da Copa América de 1975. É considerado um dos melhores meio-campo ofensivos da história do futebol. Apelidado de El Nene, ele fez parte da seleção peruana de futebol que conquistou a Copa América de 1975.

Ajudou o Peru a chegar aos quartos de final na Copa do Mundo FIFA de 1970 e mais uma vez na Copa do Mundo de 1978 e foi eleito o futebolista Sul-Americano do Ano em 1972. Caracterizou-se como um médio-ofensivo dotado de excelente técnica, força, mudança de ritmo, capacidade de drible e grande capacidade de golos, tudo isto provando ser um dos maiores jogadores do FC Porto.

Os seus chutos livres de médio e longo alcance eram conhecidos pela precisão com que os executava. No campo, também se destacou pelo espírito desportivo, sendo que, nunca foi expulso.

 

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5. Mario Jardel

Mario Jardel de Almeida Ribeiro (nasceu a 18 de Setembro de 1973) é um futebolista brasileiro reformado que atuou como atacante.
Era conhecido principalmente pelo seu posicionamento em campo e a sua habilidade de cabecear. Era uma lenda para o Grêmio, tendo um papel fundamental na equipa que conquistou a Copa Libertadores de 1995. Com a sua notável habilidade de posicionamento, ele foi capaz de se tornar um dos atacantes mais produtivos da Europa durante a sua passagem pelo FC Porto, Galatasaray e Sporting CP, marcando 266 golos em 274 partidas por esses clubes.

Por outro lado, aos 29 anos, Jardel marcou um total de 356 golos em 432 partidas na sua carreira. Depois de deixar o Sporting CP em 2003, aos 29 anos, Jardel teve uma sucessão de passagens breves e improdutivas em clubes da Inglaterra, Itália, Espanha, Chipre, Bulgária, Argentina e Austrália. Posteriormente, jogou por alguns clubes menores no Brasil antes de se reformar em 2011.
Jardel fez a sua estreia pela Seleção Brasileira de Futebol em 1996, fazendo um total de 10 partidas e sendo selecionado para a Copa América de 2001.

Em 1996, Jardel esteve ligado a várias equipas e, após não se ter transferido para o Benfica e o Rangers (devido às rígidas regras britânicas que envolviam jogadores de fora da União Europeia), assinou com os portugueses do FC Porto, onde com a ajuda de jogadores como Zlatko Zahovic, Sergio Conceição e Ljubinko Drulovic, ele foi o artilheiro da Europa por três anos (1998-1999, 1999-2000, 2001-2002), com uma média de golos de um pouco mais de um golo por jogo (130 golos em 125 partidas para uma média de 1,04 por jogo).

 

 

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6. João Pinto

João Domingos da Silva Pinto (nasceu a 21 de Novembro de 1961) é um ex-futebolista e treinador português e é um dos melhores jogadores de todos os tempos do FC Porto.

Tendo passado toda a sua carreira profissional no Porto (16 anos, conquistando um total de 24 títulos importantes, incluindo nove ligas e a Taça da Europa de 1987), é considerado um dos mais proeminentes laterais-direitos portugueses de todos os tempos. João Pinto representou a selecção nacional de Portugal durante mais de uma década, disputando com ela um Mundial e um Europeu. João Pinto nasceu em Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

Estagiário do FC Porto, não demorou muito a erguer-se no XI titular da equipa. Quando Fernando Gomes partiu a perna antes da final da Copa da Europa de 1986-1987 contra o FC Bayern Munich, ele foi escolhido como o capitão e, aparentemente, só largou a taça em solo português após a vitória por 2 a 1 em Viena.

Um dos melhores jogadores do FC Porto de todos os tempos, para sempre um titular reconhecido, João Pinto reformou-se após a época de 1996- 1997 após 16 anos como profissional, ajudando os portistas a conquistarem as primeiras três ligas consecutivas (no total, ele venceu nove campeonatos nacionais, quatro taças e fez parte do elenco triplo que conquistou a Taça dos Campeões, a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental). Dada a sua fidelidade e longo serviço ao clube, foi-lhe dado um lugar como treinador das equipas juvenis.

 

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7. Ricardo Carvalho

Ricardo Alberto Silveira de Carvalho OIH (nasceu a 18 de Maio de 1978) é um futebolista profissional português reformado que atuou como defesa. Amplamente considerado um dos maiores defesas da atualidade. É atualmente o treinador adjunto do clube francês Marselha. Ricardo Carvalho iniciou a carreira no Porto, onde fez passagens pelo Leça, Vitória de Setúbal e Alverca, antes de conquistar troféus nacionais e europeus sob a gestão de José Mourinho. Em julho de 2004, Ricardo Carvalho foi transferido para o Chelsea por um valor de pouco menos de 30 milhões euros.

Com o Blues, ele conquistou dois títulos consecutivos da Premier League e uma Copa da Liga, nas suas duas primeiras épocas.
Em 2008, foi eleito o Jogador do ano da equipa. Dois anos depois, ajudou o Chelsea a vencer o campeonato e a FA Cup, a primeira dobradinha na história do clube.

Em Agosto de 2010, considerado um dos melhores jogadores do FC Porto de todos os tempos e depois de seis anos no Chelsea, ele foi transferido para o Real Madrid por uma taxa de 6,7 milhões de libras, ganhando duas honras nacionais sob a gestão de Mourinho antes de uma transferência gratuita para o Mónaco em 2013.

No futebol internacional, a carreira de Ricardo Carvalho na seleção nacional começou a 11 de Outubro de 2003, num amistoso contra a Albânia. Representou Portugal em três Campeonatos da Europa e em duas Copas do Mundo da FIFA, e fez parte da equipa que conquistou o Euro 2016 da UEFA. Foi regular na equipa de Portugal ao longo da Euro 2004, quando o seu país avançou até a final antes de perder para a Grécia. Na Copa do Mundo de 2006, jogou seis partidas por Portugal, que terminou em quarto lugar depois de chegar às semifinais.

 

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8. Ricardo Quaresma

Ricardo Andrade Quaresma Bernardo (nasceu a 26 de Setembro de 1983) é um futebolista profissional português que joga como ponta de lança no Vitória de Guimarães e na seleção nacional de Portugal.

Começou no Sporting e também jogou pelo Barcelona, ​​Inter de Milão, Chelsea, Besiktas, Al-Ahli Dubai e Kasımpasa, mas aparentemente passou os melhores anos da sua carreira no FC Porto depois de assinar em 2004. Tido como um talento mercurial, os seus truques, incluindo a “rabona” e a “trivela”, a última citada num chuto com a parte externa do pé direito, tornaram-no uma figura admirada entre os adeptos de todo o mundo.

Quaresma assinou pelo FC Porto na época de verão de 2004, com Deco agindo em sentido contrário por uma verba de 15 milhões de euros mais os direitos de jogo do primeiro, avaliados na altura em 6 milhões de euros. Começou a campanha em alta ao marcar o único golo na vitória sobre o S.L. Benfica na Supertacça Cândido de Oliveira.

Também encontrou a rede na derrota por 1 a 2 para o Valencia CF na Super Taça Europeia. Quaresma marcou 5 golos nos primeiros 12 meses no Estádio do Dragão, ajudando a terminar como vice-campeão, revelando-se um dos melhores jogadores do FC Porto.

Na derrota do Once Caldas na disputa de penáltis na Copa Intercontinental, ele efetivamente converteu a sua tentativa num triunfo por 8 a 7 em Yokohama.

 

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9. Jorge Costa

Jorge Paulo Costa Almeida (nasceu a 14 de Outubro de 1971), conhecido como Jorge Costa, é um jogador de futebol profissional português que atuou como defesa central, e o novo treinador do S.C. Farense.

Apelidado de Bicho (animal) e Tanque pelos seus companheiros e adeptos pelo seu estilo de jogo agressivo e físico, passou grande parte da sua carreira profissional no Porto, tornando-se capitão da equipa durante várias épocas e conquistando um total de 24 títulos importantes, nomeadamente oito. Campeonatos da Primeira Liga e Liga dos Campeões de 2004.

Com 50 internacionalizações por Portugal, Jorge Costa representou a nação num Mundial e num Europeu. Após a sua reforma, foi um dos melhores jogadores de sempre do FC Porto, passou a dirigir vários clubes e também a seleção do Gabão. Nascido no Porto, Jorge Costa estreou-se profissionalmente no F.C. Penafiel por empréstimo à equipa da cidade do Porto.

Na época seguinte, foi emprestado ao companheiro da Primeira Liga, o C.S. Marítimo, jogou 31 jogos, incluindo um polémico no Estádio das Antas, onde marcou um golo contra,
apesar de obviamente não ter sido intencional, as alegações de golos pela sua equipa persistiram, o que levou o presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, a proibir novos jogadores emprestados de jogar contra eles, decisão que durou várias décadas.

 

 

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10. Vítor Baia

Vítor Manuel Martins Baia, (nasceu a 15 de Outubro de 1969) é um guarda-redes português reformado. Um dos mais consagrados guarda-redes de todos os tempos, a sua carreira esteve intimamente ligada ao FC Porto, que começou a representar profissionalmente ainda na adolescência, ajudando-o a 27 títulos e acabou por permanecer no clube como embaixador.

Também jogou pelo Barcelona, ​​Baia participou com a Seleção de Portugal em dois Campeonatos Europeus e no Mundial de 2002. Natural de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, Baia ingressou nas camadas jovens do FC Porto aos treze anos, oriundo do Leça FC, também conselho do Porto.

No início de 1989, ele renunciou a participar do Campeonato Mundial Juvenil da FIFA, pois tinha rebaixado o polonês Jozef Mlynarczyk para o banco de reservas e o seu clube ainda procurava o título da Primeira Liga, o que acabou por escapar (ficou em segundo lugar). Baia estreou-se pela primeira vez no jogo contra o Vitória de Guimarães, e não perdeu a titularidade nas sete épocas seguintes, vencendo cinco ligas e duas taças nacionais e sofreu apenas 116 golos (16,5 gols por ano).

Foi entre 1994 e 1996 que ele fez o seu nome como guarda-redes internacional, sendo votado para a “Equipe ESM do Ano” após a época de 1994-1995 e foi incluído na lista “Melhor guarda-redes do Mundo do IFFHS de 1995”. Ficou em sexto lugar na votação e subiu para quinto no ano seguinte. Posteriormente, foi incluído na seleção de Portugal para o Euro 1996, sendo negociado após este torneio para o FC Barcelona, ​​da Espanha, pelo valor mais alto pago por um jogador da posição no mundo.



Mais: , | Por: Rita Ferraz