Elementos da Inteligência Emocional

A Inteligência Emocional, também denominada de Quociente Emocional, é o potencial de controlo e observação não somente das nossas próprias emoções, mas também das de outras pessoas.

Falaremos agora acerca de 5 elementos mais significativos da Inteligência Emocional, de acordo com Daniel Goleman. São eles: Autoconsciência, Autorregulação, Motivação, Empatia e Habilidades sociais.

1. AUTOCONSCIÊNCIA

A autoconsciência pode ser percebida como o potencial de reconhecimento e compreensão das nossas próprias emoções (Cherry, 2018B).

É um pilar da Inteligência Emocional, pois, por meio dela conseguimos ter o controlo de nós mesmos e ser empático com os demais. Por isso, este componente é fundamental para a Inteligência Emocional. Além disso, a autoconsciência nos conscientiza acerca dos impactos de nossas ações sobre outros.

Com a finalidade de desenvolver a autoconsciência, devemos ser capazes de reconhecer as emoções de modo singular, controlando aquilo que sente e suas distintas respostas emocionais. Assim, de maneira mais profunda, devemos notar a relação intrínseca entre o que sentimos e como nos comportamos em relação àquilo que sentimos.

Para uma autoconsciência relevante devemos poder reconhecer seus pontos fortes e fracos, e estar disposto a novas aprendizagens, vivências e informações que suportem as suas relações com os demais.

Assim, Daniel Goleman sugere que os indivíduos com bom grau de autoconsciência confiam muito em si próprias e no seu potencial, possuem bom senso de humor, leveza, e estão conscientes sobre como são vistas pelos demais.

2. AUTORREGULAÇÃO

A autorregulação é a segunda fase no percurso para o controlo da Inteligência Emocional. Além de compreendermos as nossas emoções, necessitamos conseguir externalizá-las, controlá-las, regulá-las de maneira adequada.

O indivíduos com bons níveis de Inteligência Emocional são movidas por motivos internos e pessoais, visando muito mais que o dinheiro, respeito, fama ou outras recompensas externas, pois, se esforçam a favor de seus objetivos.

Cabe ressaltar, que autorregulação não representa o bloqueio das emoções e disfarce dos sentimentos. Esse segundo componente da Inteligência Emocional forma a noção de que a autorregulação é, na realidade, esperar pelo momento ideal e pela maneira adequada de externalizar nossas emoções.

Indivíduos que identificam e fazem uma boa gestão das suas emoções têm por hábito ter uma maior flexibilidade e boa adaptação à mudança, são ótimas em gerir conflitos e sabem lidar bem com contextos tensos e complexos. São indivíduos que estão cientes de como podem impactar os demais e arcam com a responsabilidade por seus próprios sentimentos e ações.

 

3. MOTIVAÇÃO

Com o integrante da Motivação notamos que os indivíduos inteligentes do ponto de vista emocional são motivados por algo além de recompensas externas, como já foi dito.

Indivíduos com elevado grau de Inteligência Emocional procuram a satisfação de suas necessidades e objetivos internos e estão em sincronia com suas conquistas e procuram vivências que possam colocá-las ainda mais perto de tais realizações.

Indivíduos motivados fixam objetivos e criam hábitos saudáveis e positivos na busca de suas metas, sempre a procura de um melhoramento a nível pessoal, demonstrando comprometimento e iniciativa.

4. EMPATIA

Empatia é sabermos nos colocar no lugar das outras pessoas e pode ser compreendida como o potencial que possuímos de perceber como  os demais se sentem e tornar legítimo, de forma próxima, como nos sentiríamos se estivéssemos a passar por situação similar.

De maneira alguma, a empatia inclui a aceitação ou a concordância com a postura adotada pelo outro, mas somente nos auxilia a enxergar as coisas sobre outras perspetivas, colocando-se no lugar do outro com suas experiências e pontos fracos.

A empatia é um dos integrantes cruciais para a Inteligência Emocional, pois, engloba para além de conseguirmos reconhecer as condições emocionais de outras pessoas; inclui sua resposta às emoções baseado em informações que recebemos do outro.

Ser alguém empático faz com que esse indivíduo possa perceber os processos que fazem parte de locais de trabalho e que impactam os relacionamentos sociais.

 

5. HABILIDADES SOCIAIS

Outro integrante fundamental para a Inteligência Emocional é ser podermos interagir bem com os demais. Além de compreender suas emoções e a dos outros, a real perceção emocional inclui muito além do que perceber nossas emoções e as dos outros, é necessário saber agir e comunicar de modo harmônico nos relacionamentos.

Em locais laborais, por exemplo, profissionais líderes devem conseguir construir relacionamentos sólidos com os colaboradores e estes se forem inteligentes do ponto de vista emocional, podem extrair vantagens de bons relacionamentos com suas chefias e colegas de trabalho.

Algumas habilidades sociais significativas abrangem a escuta, comunicação verbal, comunicação não-verbal, liderança e persuasão.

Todos esses constituintes necessitam ser trabalhados conjuntamente a fim de que um indivíduo se torne inteligente do ponto de vista emocional. Assim, saber ter o controlo das nossas emoções e utilizá-las a nosso benefício, saber se colocar no lugar do outro e cultivar ótimos relacionamentos na convivência em sociedade podem nos trazer imensos benefícios e equilíbrio para nossas vidas. Para tanto, abordaremos 5 constituintes importantes nos negócios para uma comunicação eficaz que poderão facilitar a sua iniciativa empreendedora:

Elementos essenciais em uma estratégia de comunicação eficaz

1. Conhecer bem o seu produto ou serviço

Parece evidente, mas conhecer bem o seu produto ou serviço é o primeiro ponto. Quais será a vantagem, benefício e diferencial que o consumidor terá se consumir o meu produto? Como o seu produto se distingue dos concorrentes?

2. Conhecer o nosso público-alvo

Como já foi dito, parte do processo estratégico é compreender o público. Que sites costuma visitar? Que rede social prefere? Que comportamento digital esse indivíduo tem? Por quais assuntos tem interesse?

3. Conhecer e definir os nossos veículos de comunicação

A fim de que o nosso conteúdo seja assimilado da melhor forma, temos que perceber como deve ser o perfil do consumidor que queremos conquistar e por qual rede social o meu produto pode ser melhor divulgado? Quais os dias e hora mais adequados para obtenção de mais atenção do consumidor?

4. Ter em mente quais são os desafios da comunicação e quais as metas a serem alcançadas

Independentemente do produto ou serviço, todos os negócios estão baseados em metas. Assim, ao falarmos sobre estratégias digitais, que modalidade de acção dos consumidores determinará uma conversão? O preenchimento de um formulário? A compra do produto na loja virtual? A marcação de uma consulta? É essencial saber o que queremos quando nos comunicamos nos meios digitais.

 

 

5. Acompanhamento dos resultados

É por isso que é tão relevante o acompanhamento próximo dos resultados: caso notemos que a estratégia não tem dado certo conforme o  que esperamos, podemos realizar pequenas modificações que podem surtir grande efeito. Há situações em que a hora de certas postagens estava inadequada ao público, as imagens não eram harmônicas com as mensagens e o texto não foi suficientemente esclarecedor. O melhor do marketing é que não existem regras fixas: pode ser aplicado conforme o que o público deseja e se tivermos um conhecimento preciso daquilo que desejamos transmitir, tais modificações terão melhores resultados. Dessa forma, caso saibamos criar um  percurso, ou seja, caso a estratégia estiver bem embasada nos critérios que fazem sentido para o negócio e para o consumidor, é certo que teremos bons resultados.



Mais: , | Por: Flávia Negrini


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