10 perguntas sobre a Copa do Mundo de 2026
1. Quem vai ganhar o Mundial?
Bem, se soubesse-mos, estaríamos a colocar todas as nossas fichas em casas de apostas nos próximos meses. Em vez disso, vamos fazer uma aposta cautelosa, uma vez que o torneio ainda está a muitos meses de distância e as lesões e outras circunstâncias imprevistas vão certamente influenciar o resultado.
Porém pode ser uma escolha segura apostar na selecção espanhola, a actual campeã da Europa, que chegou ao Verão de 2025 perdido apenas uma vez nos últimos dois anos. Se Rodri, o vencedor da Bola de Ouro de 2024, recuperar a forma após a lesão no ligamento, poderá levar a Espanha a mais uma final europeia do Campeonato do Mundo, defrontando a Inglaterra ou a França. Para descobrir, teremos de assistir a todos os jogos no próximo Verão.
2. Estados Unidos da América, Canadá e México, será que podem vencer?
As estatísticas sugerem que o México irá longe. O El Tri já disputou dois Mundiais em casa e chegou aos quartos de final em ambos. Além disso, a equipa tem-se saído bem sob o comando do selecionador Javier Aguirre, que perdeu apenas uma vez nos primeiros sete jogos na sua terceira passagem como selecionador do México. O Canadá? Nem tanto. O país nunca venceu um jogo de um Campeonato do Mundo e, embora tenha possivelmente o melhor jogador da CONCACAF, o extremo Alphonso Davies, falta-lhe o plantel necessário para uma longa campanha no torneio.
Já os Estados Unidos chegaram aos quartos de final de um Campeonato do Mundo apenas uma vez na era moderna e, embora a Federação Americana de Futebol (U.S. Soccer) se prepare para este torneio há algum tempo na esperança de apresentar uma equipa competitiva, não parece que a federação seja recompensada, mesmo com o craque Christian Pulisic em campo. A seleção norte-americana perdeu com o Canadá e com o Panamá, contudo nenhuma das duas equipas está entre as 25 melhores do ranking mundial, na Liga das Nações, torneio que já venceu por três vezes.
Isto aconteceu após uma exibição ainda mais desastrosa na Copa América de 2024, onde os Estados Unidos foram eliminados na fase de grupos. A federação investiu muito para contratar Mauricio Pochettino como selecionador, porém os seus primeiros oito jogos não deram qualquer indicação de que consiga reverter a situação até ao Mundial. Outra eliminação na fase de grupos também não está descartada.
3. Como é que os Estados Unidos vão deixar a sua marca na final do Mundial?
Com um espetáculo no intervalo, como no Super Bowl. A final do Mundial nunca teve entretenimento no intervalo e ninguém sentiu realmente a sua falta. No entanto se os concertos do intervalo são suficientemente bons para o Super Bowl, são suficientemente bons para o Mundial, então o presidente da FIFA, Gianni Infantino, anunciou em Março que o vocalista Chris Martin, da banda de rock britânica Coldplay, e Phil Harvey, manager da banda, foram incumbidos de finalizar uma lista de possíveis artistas.

4. Vai haver uma mascote da Copa do Mundo?
As mascotes dos torneios existem desde 1966, quando a Inglaterra apresentou Willie, um leão que usa uma camisola com a bandeira do Reino Unido. Desde então, tivemos um rapaz de sombrero (México 1970), um pimento jalapeño de sombrero (México 1986), uma laranja (como a fruta) a vestir o uniforme da seleção nacional (Espanha 1982), um tatu-galinha de t-shirt (Brasil 2014) e um toucado do Médio Oriente com olhos, sobrancelhas e boca aberta que fazia lembrar muito o Gasparzinho (Catar 2022).
5. Qual o valor dos prémios desta Copa do Mundo?
A FIFA anunciou que vai distribuir 896 milhões de dólares em prémios para o evento de 2026, mais do dobro do recorde de 440 milhões de dólares distribuídos há quatro anos. Os bónus são pagos cada vez que uma equipa avança para a fase seguinte, sendo que as quatro equipas finalistas recebem os valores mais elevados. A Argentina faturou um recorde de 42 milhões de dólares pela conquista do Mundial de 2022.

6. O Mundial de 1994, nos EUA, ainda detém o recorde de mais visitantes?
Com a expansão para 104 jogos, este Mundial poderá ter uma média de menos de 35.000 adeptos por jogo e ainda assim bater o recorde. Mesmo que os problemas com os vistos limitem o número de visitantes estrangeiros autorizados a entrar nos Estados Unidos, vai haver adeptos nacionais mais do que suficientes para compensar pelo menos parte da diferença.
7. O Mundial de 2022 foi o mais rentável da história, pelo menos para a FIFA. Será que este irá dar ainda mais lucro?
Com certeza. É por isso que a FIFA sentiu-se ainda mais confiante do que duplicar o valor total dos prémios. Outra razão foi o facto de terem mais 16 seleções para pagar, pelo que tiveram de aumentar os prémios. Além disso, o maior número de participantes vai despertar o interesse no Mundial em novos mercados na Ásia e em África, levando a contratos de transmissão de directo televisivos mais lucrativos e milhares de milhões em novas receitas através de patrocínios e outros acordos. O torneio de 2022 no Qatar gerou mais de 7,5 mil milhões de dólares para a FIFA. Este Mundial vai superar esse valor com bastante folga.
8. Porque o Mundial vai ser é mais do que um País?
A justificação da FIFA para o Mundial ser em mais que um País é dar às nações mais pequenas a hipótese de competir no palco mundial e que o prémio em dinheiro que estes países receberão apenas por se qualificarem será transformador. Entretanto, a expansão transformará o Mundial num pesadelo logístico.
De momento existem 104 jogos agendados para 2026 e, se um torneio com 64 seleções for aprovado para 2030, isso significaria provavelmente 128 jogos, o dobro do número de 2022. O Mundial é a galinha dos ovos de ouro da FIFA, com o último torneio no Qatar a gerar receitas recorde de 7,5 mil milhões de euros, a maior parte proveniente de transmissões, marketing e licenciamento. Portanto, a expansão do número de participantes também vai aumentar a conta bancária da FIFA, porque mais jogos e mais selecções significam mais receitas de bilheteira, mais patrocínios e taxas de transmissão mais elevadas.

9. Que outros recordes podem ser batidos?
Messi e Ronaldo podem tornar-se os primeiros jogadores a participar em seis torneios. Messi já detém o recorde de jogos disputados, com 26, e precisa de três golos para igualar o alemão Miroslav Klose como o melhor marcador da história dos Mundiais, com 16. Dado o aumento significativo do número de participantes, acreditamos que vamos assistir a várias goleadas na primeira fase, talvez ameaçando o recorde do jogo mais desequilibrado do Mundial, que foi decidido por nove golos de diferença.
10. Que jogadores icónicos provavelmente vamos ver nesta Copa do Mundo?
Se Lionel Messi participar no torneio, pelo que não é garantido, dada a sua idade e o histórico recente de lesões, estará a disputar o seu sexto Mundial, um recorde. Cristiano Ronaldo terá 41 anos quando o Mundial começar, contudo ainda é o capitão da selecção portuguesa, pelo que, se estiver saudável, provavelmente também estará presente. O francês Kylian Mbappé, com apenas 26 anos, já disputou dois Mundiais, chegando à final em ambos. Rodri, o actual vencedor da Bola de Ouro, deverá fazer parte de uma forte seleção espanhola, enquanto a expansão do Mundial pode finalmente dar a Erling Haaland a hipótese de brilhar no palco mundial, desde que a Noruega se qualifique pela primeira vez neste século.
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