10 mentirosos/burlões famosos que ficaram para a história

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O passado dia 1 de Abril foi dia de mentir e enganar tudo e todos. Esta é já uma tradição mundial e de longa data e com a qual é preciso ter muito cuidado com a brincadeira. De qualquer modo, passando mais um dia em que mentir não é pecado nem proibido, é importante referir, que existem pessoas que mentem quase diariamente ou melhor ainda, que mentem, no sentido mesmo do engano ou da burla. Assim, o melhor de 10 apresenta 10 personalidades do mundo da mentira e burla a ter em conta.

 

1. Vitor Lustig

Vitor Lustig

Víctor Lustig foi um famoso golpista do início do século XX, que ficou mundialmente conhecido por ter vendido a torre Eiffel duas vezes. Também foi responsável pela construção de máquinas falsas para impressão de dinheiro.

Em 1925, falsificou papéis do governo francês e aproveitando-se do momento difícil que a França passava por causa da Primeira Guerra Mundial, passou a vender a torre Eiffel. A primeira «venda» da torre foi feita para Andre Poisson, um membro da máfia, que quando descobriu o golpe, ficou tão envergonhado que não quis denuncia-lo para a polícia. Lustig fez outra vítima. Porém esta agindo de modo diferente já denunciou o vigarista, ainda que na época, a polícia não tenha encontrado Lustig.

Em 1935 acabou por ser apanhado e preso, falecendo de pneumonia em 1947 na prisão de Alcatraz nos EUA.

 

2. Adolf Hitler

Adolf Hitler

Consideramos o ex-ditador alemão um dos mais mentirosos da história, considerando que enganou milhões de seguidores que foram totalmente convencidos pela sua conversa de uma raça superior, persuadindo diversas entidades como soldados, altos comandantes, empresários e famílias inteiras de que o sangue ariano prevalecia sobre todos os demais e que era preciso exterminar completamente os judeus, ciganos, homossexuais e outras etnias menores.

Foi também através destas mentiras que impulsionou a segunda Guerra Mundial, entre os anos de 1939 a 1945, que resultou em milhões de mortos e mudanças terríveis para a história da humanidade.

 

3. Alves dos Reis

Alves dos Reis

Considerado por muitos o maior falsificador português. Durante os primeiros 25 anos do século XX, foi destacado para Angola e tornou-se Director dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes, tendo para esse efeito falsificado o seu diploma da Escola de Engenharia da Universidade de Oxford, instituição que nem sequer existia.

Também conseguiu, depois de muitos esquemas, comprar a “Ambar” C.ª Caminhos de Ferro Transafricanos.

No seu regresso a Portugal, foi preso por 54 dias, e durante esse período elaborou um plano para tomar conta do Banco de Portugal. Com a ajuda de sócios imprimiu mais de 2 milhões de notas de 500$00 de um banco fictício. Foi preso e quando terminou a sua pena, já no ano de 1945, ainda lhe ofereceram um emprego de bancário que recusou.

 

4. Dona Branca

Dona Branca - Banqueira do Povo

Tal como no brasil, em que existem homens que controlam o jogo do bicho e servem de algum modo como economia paralela, em Portugal surgiu nos anos 80 a Dona Branca, a chamada «Banqueira do Povo»

O Esquema por ela praticado, consistia essencialmente em obter dinheiro de outras pessoas que o guardava em sua casa como se fosse um banco, prometendo e pagando elevados juros no final do mês. Porém como o dinheiro não se multiplica, o que Dona Branca fez, foi retirar os juros de novos sócios inscritos para pagar aos antigos. Contudo, uma vez que já muitas pessoas tinham as suas poupanças no «banco» da Dona Branca, o negócio ruiu, o que fez com que imensos perdessem as suas fortunas.

Tal facto levou a que Dona Branca fosse presa.

 

5. Frank Abaganle

Frank Abaganle

A história deste vigarista e mentiroso, já provavelmente conhecida de muitos, uma vez que foi realizado um filme sobre a sua vida “Catch me if you can” (em português “Apanha-me se Puderes”), com Leonardo Di Caprio no seu papel.

O seu mais forte período como mentiroso e burlão decorreu durante os últimos cinco anos da década de 60, em que assumiu oito identidades diferentes e desvio quase três milhões de dólares em 26 países diferentes.

Frank Abanagle iniciou a sua vida de mentira e burla, falsificando cheques, e alternado entre diversas profissões, desde médico até piloto de uma companhia aérea. Procurava, a todo custo, arranjar meios que lhe permitissem sustentar a vida luxuosa que vivia.

Em1969 foi capturado em França e ficou encarcerado em diferentes países até 1974.

Cumprida a pena, fundou a Abagnale & Associates, uma empresa de consultoria especializada em fraudes, com a qual se tornou milionário, sendo muito requisitado.

 

 

6. Marcelo Costa Pinheiro

Marcelo Nascimento da Rocha

É considerado o maio golpista brasileiro até ao momento. Fazia os seus vários esquemas de burla e branqueamento de capitais, assumindo identidades diferentes, que se constam ter sido pelo 16, como por exemplo: guitarrista de banda de rock, produtor musical, olheiro da seleção, policia, filho de dono de companhia aérea e até líder de tráfico de droga.

A sua capacidade de retórica, dialéctica e persuasão era excelente, o que lhe permitia ter uma vida luxuosa sem gastar dinheiro. Desde festas, a camarotes e resorts, tudo lhe era permitido e acessível.

Esteve preso em Bangu, atura em que liderou uma rebelião fingindo ser da fracção criminosa PCC e sem o recurso a arma, conseguiu que as reivindicações dos presos fossem atendidas, sendo que sua conversa e capacidade de persuasão, também lhe permitiram sair da cadeia.

Passou cerca de 29 anos entre burlas e mentiras, mas só ficou mais conhecido em 2001, num momento em que foi preso por transporte de drogas num avião que pilotava. Consta que foi no avião privado, que também viajam actores como Carolina Dieckmann, Marcos Frota e Ricardo Macchi e o empresário Walter Sá Cavalcante.

 

7. Charles Ponzi

Charles Ponzi

Charles Ponzi foi um italiano radicado nos Estados Unidos, conhecido por ter elaborado a maior fraude do século XX, estimada em 50 bilhões de dólares.

Emigrou para os Estados Unidos em 1903, depois de deixar os estudos na Universidade La Sapienza em Roma, e foi para o Canadá onde foi condenado a três anos de prisão por falsificação de cheque bancário. Após a sua saida da prisão voltou aos Estados Unidos onde se tornou um dos maiores burlistas e vigaristas de todos os tempos.

Utilizou diversos nomes durante a sua vida: Carlo Ponzi, Charles Ponei, Charles P. Bianchi e Carl.

Durante os anos 20, conseguiu angariar cerca de 20 milhões de dólares de investidores interessados em seu modelo de negócios, que, basicamente, prometia lucros altos decorrentes da arbitragem com cupons postais de resposta intencionais.

É da sua autoria a denominação “esquema Ponzi”, que é ainda, actualmente utilizado continua a ser aplicada em versões online, como, por exemplo, propostas como”ganhe dinheiro rápido na Internet”, “ganhe dinheiro com imóveis na planta”, “ganhe dinheiro lendo e-mails”.

 

8. Ferdinand Demara

Ferdinand Demara

Ferdinand Demara foi um impostor que adotou varias identidades falsas para os seus varios esquemas. contudo difere de outros vigaristas, uma vez que nunca aplicou golpes para conseguir dinheiro, querendo apenas obter um status temporário das identidades que roubava.

Geralmente utilizou identidades falsas de companheiros da marinha onde exerceu funções. Quando a sua identidade falta era descoberta, tratava de a «matar» criando uma nova e recomeçando uma nova vida.

Entre as suas vária «vidas» foi engenheiro civil, delegado, médico, advogado, professor, monge beneditino, editor, investigador e maestro.

 

9. Christophe Rocancourt

Christophe Rocancourt

Christophe Rocancourt nasceu em França em 1967. Também não é um grande criminoso, não tendo assassinado ninguém, nem roubado bancos. Apenas foi responsável por ludibriar membros da alta elite de Nova Iorque e Los Angeles, o que o levou a fazer parte da lista de mais procurados pela polícia americana.

Um dos nomes mais adotados por si foi Christopher Rockefeller, com o qual afirmava ser um descendente francês do magnata americano. Porém ainda apresentou mais 12 identidades falsas, em que por exemplo, se apresentou como parente da atriz Sophia Loren, do estilista Oscar de la Renta e do cineasta Dino de Laurentiis. O seu esquema consistia em convencer as pessoas a lhe entregar dinheiro que viria a ser investido num negócio “ultra-rentável” e com o qual iria retirar grandes mais valias. Claro que nao existia nenhum negócio.

Em 2001 foi preso, e em julgamento, foi acusado de burla qualificada a19 pessoas e condenado a 4 anos de prisão.

Segundo afirmações do próprio, conseguiu arrecadar pelo menos 40 milhões de dólares, o que deverá ser verdade uma vez que, na época, o francês tinha dois Ferraris, um jipe que já tinha sido do bilionário inglês Dodi al Fayed, era dono de um andar no Regent Beverly Wilshire Hotel, no bairro mais chique de Los Angeles, e ainda tinha um segurança privado.

 

 

10. João Vale e Azevedo

João Vale e Azevedo

Quem gosta e está atento ao futebol português, não poderá de certo esquecer o nome de João vale e Azevedo, polémico advogado e ex-presidente do Sport Lisboa e Benfica.

Vale e Azevedo licenciou-se em Direito, em 1980, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa., e entre entre 1981 e 1983 desempenhou o cargo de assessor jurídico do primeiro-ministro de Portugal Francisco Pinto Balsemão. Posteriormente, em1983, viria a criar uma sociedade de advogados, a Vale e Azevedo & Associados, da qual foi managing partner até 2000.

No ano de 2005 foi suspenso Ordem dos Advogados Portugueses , «por violação continuada, livre e consciente, com dolo directo», por dez anos e mais tarde e já em 2013 foi expulso da Ordem por «falta de idoneidade moral»

Em Outubro de 1997 tornou-se o 34.° presidente do Sport Lisboa e Benfica, após derrotar nas eleições do clube Luís Tadeu e Abílio Rodrigues. Deixou a presidência em 2000, sendo alvo de vários processos judiciais, pelos quais foi detido no dia 16 de Fevereiro de 2001 e condenado a seis anos de prisão em cúmulo jurídico, acusado de se apropriar de 640 mil euros da transferência de Ovchinnikov. Em Agosto, fica em prisão preventiva, e é condenado, em Abril de 2002, a quatro anos e meio de cadeia pelos casos “Ovchinikov” e “Euroárea”.

A 19 de Fevereiro de 2004, é posto em liberdade, mas por muito pouco tempo (apenas 14 segundos), o que até se tornou uma situação caricata na época, uma vez que o esperavam à porta do estabelecimento prisional anexo à PJ a mulher, Filipa, e o irmão, Álvaro, juntamente com o motorista, com as malas e a televisão já no interior do Mercedes S quando foi abordado por dois agentes da PJ com um novo mandado de detenção.

Solto em Julho de 2004, é novamente condenado a ano e meio de prisão em 2005. Mais tarde, voltaria a ser condenado a penas de prisão em mais dois processos – a burla a Dantas da Cunha (2006) e a dois empresários no processo Ribafria (2007). Durante este período apresenta cauções falsas no valor de 1,3 milhões de euros para ficar em liberdade e escapa-se para Inglaterra, onde residiu em Londres, desde 2008, sob termo de identidade e residência e com o passaporte confiscado, enquanto aguardava a decisão do Tribunal Superior de Justiça de Londres sobre o pedido de extradição das autoridades portuguesas.

Nessa altura Vale e Azevedo esteve envolvido em Inglaterra numa gigantesca fraude de compra de parte de um banco privado alemão, pertencente ao Deutsche Bank. em que pedia dinheiro a investidores e apoderava-se de elevadas quantias que lhe eram confiadas, e para comprovar a sua fiabilidade e credibilidade, entregava documentos emitidos pelo banco que, ao que tudo indica, seriam falsos. Também se fez passar por gestor de fundos de sucesso e dizia ter mais de 618 milhões de euros para investir. Para conquistar a confiança dos investidores usou diversas estratégias como afirmar que ganhou 138 milhões de euros em negócios com uma empresa pública inglesa, deter 75% de uma empresa luxemburguesa, ser dono de uma casa em Wentworth e ter também residência no Foster Hotel Egham. Também ludibriava os investidores e compradores ostentando uma vida de luxo, jantando nos melhores restaurantes e vestindo-se de forma elegante. Em 2012 foi extraditado do Reino Unido e detido em Portugal, onde tinha mais de 30 credores da empresa V&A Capital Limited, que criou em Londres. Na altura também enganou a justiça e as finanças, ao apresentar em tribunal várias cauções que a Polícia Judiciária descobriu serem falsas.

Foi culpado dos crimes de branqueamento de capitais, falsificação de documentos, abuso de confiança e peculato.



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