10 Melhores marcas de veículos totalmente elétricos vendidos em 2019

1. Tesla (450.000 a 500.000 unidades)

É difícil ter uma ideia real sobre o número de entregas que o Modelo 3 fará em 2019. Poderá ser mais de 400.000 unidades, ou significativamente menos que isso. Irá depender de muitos fatores (aumento da produção, tarifas chinesas, Gigafactory chinês, lançamento da Gama Standard e disponibilidade).

Ninguém, exceto talvez “Doc” Brown, pode dizer honestamente que sabe qual será o número, mas, vamos fazer um palpite de pouco mais de 350.000 entregas. Adicione a este número cerca de 100.000 entregas do Modelo S e do Modelo X, com a ligeira queda nas vendas dos primeiros trimestres do ano sendo compensada por um forte Q4 2019. Uma vez que a produção do Modelo S revista já esteja em pleno andamento.

 

2. BAIC (220.000 a 250.000 unidades)

A Beijing Auto lucra com uma linha 100% totalmente elétrica (BEV) para superar a BYD, com uma meta de entrega de 220.000 unidades para 2019. Considerando que a BAIC venceu a meta de 2018 (150.000) e ainda tem cerca de 20.000 pedidos para cumprir, não deve ser muito difícil para a empresa vencer a nova meta.

A questão será o mix de produtos. Com as pequenas EC-Series possivelmente a sofrer com o aumento da competição a Yuan EV, a BAIC deve apostar no sedan EU-Series e no crossover EX-Series para garantir o crescimento.

 

3. BYD (200.000 a 230.000 unidades)

Com mais de 60.000 clientes ainda à espera da sua BYD elétrica, a Build Your Dreams não pode dizer que tem um problema de procura, portanto, se as restrições de produção versus bateria, a BYD deverá ultrapassar 200.000 entregas em 2019.

O Crossover Yuan EV e o sedan e5 são supostamente os próximos motores de crescimento, mas se a versão SUV Tang PHEV de médio porte obter altos níveis de procura, a BYD poderá sentir-se tentada a dar prioridade ao Tang mais lucrativo. Deixando assim suprimidos os outros modelos. De qualquer forma, que o Yuan EV, irá receber uma atualização de bateria este ano, para quase 60 kWh. Será um grande sucesso, tornando-o não apenas o mais vendido BYD, mas também possivelmente o primeiro da marca a cruzar o marco de entrega anual de 100.000 unidades.

 

4. Nissan (150.000 unidades)

O fabricante japonês é altamente dependente do desempenho do Leaf, deve ter um primeiro semestre difícil, com o seu maior mercado (Europa) a receber apenas a versão de 62 kWh em Maio e o Tesla Model 3 a chegar ao mesmo mercado. A Nissan deverá descontinuar a versão do modelo Leaf 40 kWh até então, de forma a tentar não perder muito mercado.

Após a chegada do modelo Leaf de 62 kWh em grandes volumes, no início da segunda metade do ano, será uma aposta diferente. O “hatchback” pode atingir cerca de 15.000 vendas por mês e, com a ajuda das operações chinesas (Sylphy EV), devemos ver a Nissan recuperar o terreno para as primeiras posições.

 

5. Renault (120.000)

Tal como o seu aliado japonês, a Renault está dependente de um único modelo, o Zoe. O desejo pela versão atual ainda continua a crescer, então vamos aguardar por um crescimento contínuo ao longo do primeiro semestre do ano, com o segundo semestre a ver o novo modelo Zoe a atingir vendas de 10 mil unidades por mês.

Acrescente também 15.000 entregas do modelo Kangoo EV e irá ver a gigante francesa a atingir pelo menos 120.000 entregas este ano. Também de interesse, o Kwid EV deve chegar este ano ao mercado chines, mas provavelmente não chegara a tempo de entregar grandes volumes.

 

 

6. Hyundai (100.000 unidades)

Com mais de 30.000 reservas na lista de espera, apenas para o modelo Kona EV, e uma estratégia de expansão inteligente (a entregar o híbrido Ioniq em mercados inexplorados), a Hyundai e em menor escala a Kia também) ultimamente têm tido muito mais procura que oferta.

Portanto, a preocupação número 1 da Hyundai é conseguir baterias suficientes para atender a procura crescente. Supondo que possa obter baterias suficientes, os números de vendas devem crescer significativamente este ano.

7. Chery (95.000 unidades)

Outros modelos chineses chegam a um momento nesta lista que podem superar a Chery em 2019, mas a empresa visou 200.000 vendas de veículos elétricos até 2020. Embora, o seu atual campeão de vendas, o carro de cidade de eQ, possa sofrer na competição contra modelos mais jovens e mais atraentes.

 

8. JMC (90.000 unidades)

Jiangling Motors, a nova marca chinesa apadrinhada pela francesa Renault, é uma marca conhecida pelos seus pequenos EVs, mas, para 2019, a JMC está a aventurar-se em dois novos segmentos. Por um lado, o novo modelo E500 vai tentar conquistar terreno na categoria crossover compacto.

Por outro lado, o modelo T500 EV vai procurar um mercado quase inexplorado com um enorme potencial: o mercado das pick-ups da Ford Ranger. Com uma bateria de 58kWh, este último modelo pode ser recebido calorosamente em vários mercados no exterior, já que não há nada parecido agora ou mesmo num futuro próximo. O futuro Rivian R1T é mais um estilo de vida e o futuro do modelo pick-up da Tesla é uma pickup de tamanho estilo americano, sendo que irá ter constrangimentos noutros mercados.

 

 

9. JAC (85.000 unidades)

A chinesa Jianghuai Automobile Company está a procurar expandir as vendas este ano, lançando-se para o mercado, já que deve lançar o crossover compacto iEVS4 e o sedan iEV A60 de tamanho médio (na verdade, o carro é tão grande quanto um modelo S).

Mas o grande impulsionador de vendas para a JAC será o fruto da joint venture com a Volkswagen, o Sol E20X, que não é outro senão o seu crossover iEV7S, mas com um design inspirado na SEAT. O Sol E20X chegará às concessionárias no segundo semestre do ano. Espera-se que esse modelo seja feito em grande número, já que a Volkswagen precisará de todos os EVs para colocar as suas mãos em ordem e cumprir as cotas de 2019.

 

 

10. Hawtai (80.000 unidades)

A surpresa de 2018, a registar mais de 50.000 unidades, também há notícias de novos modelos para 2019. Com as especificações atuais do modelo EV160B a serem atualizadas regularmente, vamos aguardar que a Hawtai permaneça competitiva e continue a crescer, mesmo que não seja ao mesmo ritmo de alguns dos seus concorrentes.



Mais: , | Por: João Baganha