10 magníficos livros que falam sobre os prazeres do livro e da escrita

Livros sobre livros

 

A literatura, quer no que respeita ao leitor como ao escritor, seduz, cativa e acompanha muitos ao longo da sua vida, quer pessoal, quer profissional. Porém, há livros que falam sobre os próprios livros e a arte e o prazer de escrever e ler, alguns já clássicos intemporais, outros apenas agradáveis surpresas. O melhor de 10 apresenta uma selecção de 10 fantásticos livros que pensa tornar possível fazer sorrir e reflectir todos os amantes ou não da literatura….

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    1. A Oficina dos Livros Proibidos – Eduardo Roca

    Eduardo Roca - A Oficina dos Livros Proibidos

    Eduardo Roca nasceu em Barcelona em1963 e atualmente desempenha funções de investigador e professor universitário. Doutorou-se como engenheiro industrial pela Universidade Politécnica da Catalunha. Vive em Heidelberg, na Alemanha, onde combina a sua atividade docente com diversos projetos culturais, entre os quais a escrita.

    A narrativa deste livro passa-se na cidade alemã de Colónia, durante o século XV, numa época em que se encontram constantemente presentes os novos ares de reforma e mudança, que predominam na Europa, governada com um peso muito forte da religião, sendo como tal muito frequentes as superstições e as velhas crenças. Claro que o saber não é para todos e está apenas em poder de alguns.

    Contudo um pequeno grupo de intelectuais, sábios e eruditos reunem-se na clandestinidade, lutando com um grande objectivo comum – a educação cultural do seu povo. E como? Obviamente através dos livros.

    Porém, dadas as circunstâncias da sua época, a sua tarefa não se avizinha nada fácil, uma vez que terão de lutar contra a Igreja e o poder dominante, que não deseja que obras «perigosas» como os Evangelhos cheguem ao povo – e das dos nobres – que não querem perder os seus privilégios. Apenas um homem, um modesto ourives chamado Lorenz, apoiado pela filha, enfrenta este grande desafio, mesmo consciente do elevado preço que poderá pagar, que é o término da sua vida e a de todos aqueles que o rodeiam.

     

    2. A Rapariga que roubava livros – Markus Suzak

    Markus Suzak - A rapariga que roubava livros

    Markus Zusak, nasceu em 1975, na Austrália, sendo autor de cinco livros até ao momento, entre os quais se destaca este belo romance, que se passa durante a II guerra mundial.  Foi com a publicação de “A Rapariga Que Roubava Livros”, que a crítica internacional o começou a ver como um fenómeno literário e um dos mais inovadores e poéticos romancistas da actualidade. É o seu quinto livro e foi já galardoado com diversos prémios.

    Esta é uma história sobre a II Guerra Mundial, a morte, e a paixão pelo livros. É a história da luta entre a vida e a morte de Liesel, uma menina de nove anos de idade, que fora entregue para adopção, e que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão, momento este, em que roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. É com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão, que se irá iniciar no mundo das letras, exorcizando fantasmas do passado. Durante muitos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a desafiar a morte.

    Um genial livro que prima pela sua originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha (colocando-nos, muito na perspectiva da Alemanha e do seu povo durante a guerra) e acima de tudo pelo amor à literatura.

     

    3. A Revolta dos Anjos – Anatole France

    Anatole France - A Revolta dos anjos

    Escritor francês e figura incontornável das letras francesas, pseudónimo de Jacques Anatole François Thibault, nasceu em 1844, em Paris, tendo falecido a12 de outubro de 1924, em Tours. Foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1921. Em 1896 foi eleito membro da Academia Francesa.

    Entre as suas principais obras destaca-se esta (“A Revolta dos Anjos”), por muito considerada, a sua obra prima, para além do seu também genial ” A Ilha dos Pinguins” e os romances históricos “Thaïs” (1891) e “Les dieux ont soif” (Os Deuses têm Sede, 1912). Em “Histoire contemporaine” (História Contemporânea, 1897-1901) satiriza a mediocridade e a intolerância de uma certa sociedade francesa. Também se aventurou na poesia tendo publicado a sua primeira colectânea de poemas “Les Poémes Dorés”, em 1873.

    Em ” A Revolta dos Anjos” Anatole France dá uso à sua mestria criativa e apresenta uma fascinante narrativa, assente na literatura, no poder dos livros e da religião e as suas controvérsias e polémicas, em que algo de misterioso e inexplicável acontece durante a noite na biblioteca da família d’ Esparvieu. O padre Sariette, responsável pela biblioteca da família, de mais de trezentos e sessenta mil valiosos volumes, depara-se, sempre, durante um período de tempo, com a mesma em total desordem: prateleiras vazias, livros espalhados ou amontoados sem critério, raros in-fólios abertos de par em par, com as suas folhas dobradas. Posteriormente descobre que tal facto se deve a Arcádio, o Anjo da Guarda do seu senhor Mauricio d´Esparvieu, que rouba os livros, com intuito de estudar mais sobre a sua religião, procurando explorar os fundamentos da fé. Porém com tal estudo, Arcádio começa a desacreditar que Deus é o bem supremo, passando por outro lado a encara-lo como um tirano usurpador. Assim pretende incitar os anjos a uma nova guerra pelo poder celestial, tendo o seu inicio a chamada Revolta dos Anjos! Ao mesmo tempo também descobre os prazeres da vida terrena e boémia de Paris…

    É com este livro, considerado uma obra-prima intemporal da literatura, que Anatole France traça o retrato mordaz e divertido de uma sociedade conservadora, sensibilizando contra a violência e todas as formas de poder instituído.

     

    4. Auto de Fé – Elias Cannetti

    Elias Canetti - Auto de Fé

    Elias Canetti, nascido em Ruse, na Bulgária, a 25 de julho de 1905 e falecido em Zurique, Suíça, a 14 de agosto de 1994, foi um romancista e ensaísta de nacionalidade búlgara e britânica que escrevia em língua alemã e que venceu o Prêmio Nobel de Literatura em 1981.

    A sua primeira obra literária e considerada por muitos a sua obra prima, foi o romance Die Blendung (Auto-de-Fé) (1935). Os dramas Hochzeit (O Casamento) (1932), Komödie der Eitelkeit (Comédia da vaidade) (1950) e Die Befristeten (Os que têm a hora marcada) (1964) também são obras muito interessantes, que expõem o rosto de uma sociedade profundamente corrompida. Em termos de ensaio é importante destacar a sua obra no ensaio “Massa e Poder” (Masse und Macht) (1960), que põe em relevo o significado fundamental dessa fenomenologia para a realidade política. Posteriormente, outras obras como Die gerettete Zunge (A Lingua Absolvida) (1977), Die Fackel im Ohr (Uma luz em meu ouvido) (1980), Das Augenspiel (O Jogo Dos Olhos) (1985) tecem comentários e interpretam uma história de vida e trabalho muito singulares.

    Auto de Fé é um romance que fala de livros e loucura, tudo isto na cabeça da sua personagem principal. Este soberbo romance narra a história do professor Peter Kien, um erudito especializado em sinologia, que possui a maior biblioteca privada da cidade, na qual se refugia, rodeado de livros, evitando todo e qualquer contacto físico e social. Como Misantropo, solitário, excêntrico, Kien é um ser «composto de livros», interpretando o mundo através da sua vasta biblioteca, que transporta zelosamente consigo no interior da sua cabeça. Porém, ocorre um mudança súbita na sua vida, que é o casamento com Teresa, a sua ignorante e ávida governanta.

    Porteriormente, devido a ser expulso da sua própria casa, Kien é obrigado a percorrer o mundo exterior, travando conhecimento com inúmeros personagens, que o acompanharão neste seu longo exílio. Todos eles são figuras sombrias, medíocres, grotescas e memoráveis, como o anão Fischerle e a prostituta, sua mulher, ou o porteiro Pfaff. É através destes amigos, que Kien, julgando controlar a situação, descerá pouco a pouco ao inferno, apressando o passo para um final sublime e trágico: um verdadeiro auto-de-fé.

    Auto-de-fé é o único romance de Elias Canetti. que o elevou à categoria dos principais autores europeus, ao lado de Robert Musil, Hermann Broch e Karl Kraus. É um dos livros fundamentais da história da literatura ocidental, ainda que tenha sido proibido pelo regime nazi.

     

    5. A Casa de Papel – Carlos Ruiz Dominguez

    Carlos Maria Dominguez - A casa de papel

    Carlos María Domínguez, nascido em 1955, é argentino, mas reside desde 1989 em Montevideu no Uruguai. Apesar de romancista, também é crítico literário e jornalista, e para além de “A Casa de Papel” também publicou outros dois romances, três biografias e vários livros de investigação jornalística, um dos quais lhe valeu o Prémio Nacional do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai. Com “A Casa de Papel” obteve o prémio “Lolita Rubial”.

    Este livro está traduzido para inglês, francês, italiano, alemão e holandês.

    A narrativa de ” A Casa de Papel” ocorre nos anos 80, mais propriamente durante a Primavera de 1988, quando a personagem principal, Bluma, uma professora de Cambridge, é atropelada quando compra um livro de poemas de Emily Dickinson. Após a sua morte, um colega e ex-amante recebe um exemplar de um livro de Conrad ” A linha da Sombra”, com uma misterioria mensagem da sua amiga e falecida Bluma. Intrigado, viaja até Buenos Aires, no sentido de tentar procurar pistas sobre um bibliofilo e a sua aparente e misteriosa relação com Bluma.

    Este romance também aborda a questáo do amor pela literatura e pelas blbiotecas, sendo ao mesmo tempo uma interessante intriga policial e metafisica.

     

     

    6. Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

    Ray Bradbury

    Ray Douglas Bradbury, escritor norte americano nascido em Waukegan a 22 de agosto de 1920 e falecido em Los Angeles a 6 de junho de 2012, é romancista e contista de ficção-científica e fantasia. Um dos seus trabalhos mais reconhecidos é “Fahrenheit 451”, de 1953, uma das histórias consideradas precursoras do gênero de distopia/ficção especulativa. Para além desta obra ainda sao de destacar “Crónicas Marcianas “(1950) e “O Homem Ilustrado” (1951). Muitos dos seus livros foram adaptados tanto para o cinema, como para a televisão e também para banda desenhada.

    Fahrenheit 451, considerado umas das obras primas da ficção do século XX, é uma Distopia que nos fala de um sistema totalitário em que tudo o que fosse conhecimento a mais e neste caso muitos livros, teria de ser queimado, assim como as clasas onde se encontravam.

    Um dos personagens principais da trama é Guy Montag, um bombeiro, que tinha como principal actividade, não o simples apagar fogos, mas antes o atea-los ao serviço do governo, no sentido de queimar livros. Nunca questionou o seu trabalho e confessava que o mesmo até lhe dava um certo prazer, o facto de ver as paginas dos livros a ser devoradas pelas chamas.

    Porém, o seu pensamento e comportamento mudou ao conhecer uma rapariga de 17 anos, que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo. Também travou conhecimento com um professor que lhe falou de um futuro em que o pensamento era livre. Tais acontecimentos, levaram Montag a rever o seu pensamento e conduta, e aperceber-se que tinha de fazer algo…

     

    7. O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafon

    Carlos Ruiz Zafon - O Jogo do Anjo

    Carlos Ruiz Zafón, nasceu em Barcelona, a 25 de Setembro de 1964, e é um escritor espanhol que que reside em Los Angeles desde 1993, onde passou alguns anos escrevendo argumentos para cinema, enquanto desenvolvia sua carreira como escritor. Também trabalha nos jornais espanhóis La Vanguardia e El País.

    É considerado uma das maiores revelações literárias dos últimos anos, muito tendo em conta sua trilogia gótica e fantástica “Neblina” com os livros “O Principe da Neblina”, “O Palácio da Meia Noite” e “As Luzes de Setembro”, assim como a sua tetralogia “Cemitério dos Livros Esquecidos”, dos quais se destacam ” O Jogo do Anjo” e “A Sombra do Vento”, para além dos ” O Prisioneiro do Céu” e “O Labirinto dos Espíritos”.

    Em “O Jogo do Anjo” o autor coloca-nos em plenos anos 20, na turbulenta cidade de Barcelona, uns anos antes da Guerra Civil Espanhola, que viria a ser uma enorme catástrofe para Barcelona e o seus habitantes. O livro relata a história de um jovem escritor, obcecado com um amor impossível, que recebe uma proposta de um misterioso editor para escrever um livro como nunca existiu (que aborda mais que todas as religiões) em troca de uma fortuna e, talvez, de muito mais…

     

    8. Se numa noite de inverno um viajante – Italo Calvino

    Italo Calvino - Se numa noite de inverno um viajante

    Italo Calvino, nascido em Santiago de las Vegas, Cuba, a 15 de outubro de 1923 e falecido em Siena, Itália a 19 de setembro de 1985, foi um dos mais importantes escritores italianos do século XX. Formado em Letras, integrou a resistência ao fascismo durante a Segunda Guerra Mundial, pertencendo ao Partido Comunista Italiano até 1956.

    Como escritor a sua primeira obra foi “Il sentiero dei nidi di ragno” (A trilha dos ninhos de aranha BRA ou O atalho dos ninhos de aranha POR), publicada em 1947. Entre outras obras destacam-se “Le città invisibili” (As cidades invisíveis), de 1972, que consiste na maravilhosa imaginação de Marco Polo na descrição que faz de cidades invisíveis ao imperador mongol Kublai Khan. Para além desta obra, que é das suas mais conhecidas, é importante destacar as suas cosmicómicas, assim como o romance “O Barão Trepador” e o magnifico ” Se numa noite de inverno um viajante”.

    Em ” Se numa noite de inverno um viajante” Calvino fala-nos do amor à literatura e aos livros numa deslumbrante obra-prima pós-modernista que combina uma história de amor, uma história policial e uma análise sarcástica da indústria editorial numa brilhante alegoria da leitura. Esta é a história de dois leitores confusos cujas tentativas de chegar ao fim do mesmo livro , o próprio Se numa Noite de Inverno Um Viajante de Italo Calvino – são constante e comicamente frustradas.

     

    9. A noite do Oráculo – Paul Auster

    Paul Auster - A Noite do Oráculo

    Paul Benjamin Auster, é um escritor norte americano nascido em Newark, Nova Jérsei, Estados Unidos a 3 de fevereiro de 1947, autor de vários obras de referencias como a Trilogia de Nova Iorque, Mr Vertigo, Timbuktu, O Livro das Ilusões, A Noite do Oráculo e A Música do Acaso.

    Auster foi bastante influenciado pela literatura francesa, destacando-se Marcel Proust, André Breton, Paul Éluard, Stéphane Mallarmé, Sartre e Blanchot, que traduziu para a língua inglesa, como as suas principais referências literárias. O seu gosto pela tradução é muitas vezes referido pelo próprio, que aconselha os jovens escritores a traduzir poesia para entenderem melhor o significado intrínseco das palavras. Para além deste autores franceses, Auster refere, ainda, como suas influências Dostoiévski, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Faulkner, Kafka, Hölderlin, Samuel Beckett.

    Em ” A Noite do Oráculo” Paul Auster apresenta-nos o escritor Sidney Orr, que após um longo período de recuperação de uma doença quase fatal, entra numa papelaria de Brooklyn e compra um bloco de notas azul de fabrico português. Nos nove dias que se seguem, Sidney vai viver sob a influência do livro em branco, preso num universo de arrepiantes premonições e de acontecimentos desconcertantes, que ameaçam destruir o seu casamento e alterar a sua confiança na realidade. Após a aquisição deste caderninho, começam a suceder-se uma série de fenómenos inexplicáveis, como o facto da sua mulher, Grace, começar a comportar-se de uma forma tão inexplicável pouco depois de ele ter começado a escrever no estranho bloco de notas. Também paira a dúvida do porquê do dono da papelaria encerrar precipitadamente o estabelecimento no dia seguinte, e de qual é a ligação entre uma lista telefónica polaca, de 1938, e um romance perdido cujo protagonista consegue adivinhar o futuro, entre outras estranhos acontecimentos que levantam questões.

    Este romance é então uma reflexão sobre a natureza do tempo, e uma viagem pelo labirinto da imaginação de um homem.

     

     

    10. Café da Manhã dos Campeões – Kurt Vonnegut

    kurt-vonnegut - Café da Manha dos Campeões

    Kurt Vonnegut Jr. nasceu em Indianápolis a 11 de novembro de 1922 e faleceu em Manhattan a 11 de abril de 2007 e foi um escritor norte americano de ascendência germânica.

    Da sua obra constam vários romances, ensaios e peças de teatro, como “Player Piano” de 1952, “Cat’s Cradle” de 1963, “Slaughterhouse-Five” (Matadouro Cinco) de 1969, “Breakfast of Champions” (Café da Manhã com os Campeões) de 1973 e Galápagos de 1985.  É considerado um dos grandes mestres da literatura norte-americana contemporânea, sendo que para muitos a própria expressão «literatura norte-americana» não faria tanto sentido. Em Português foram editados os magníficos “Matadouro Cinco”, “Galápagos”, “Café da Manhã com os Campeões”, “A Cruzada das Crianças” e a colectânea de ensaios ” Um Homem sem Pátria”.

    Como curiosidade também é o facto de este escritor possuir um museu com o seu nome, o Museu Kurt Vonnegut, localizado em Indianápolis e que já foi visitado por mais de 200 mil pessoas desde a sua fundação. É possível, ver no mesmo os pertences do escritor, incluindo o seu Purple Heart, o pacote de Pall Mall, as divisas militares usadas no seu serviço na Segunda Guerra Mundial, cartas de rejeição e uma carta por abrir que o pai do autor escreveu enquanto Kurt foi prisioneiro de guerra.

    ” Café-da-manhã dos campeões” é um clássico de Kurt Vonnegut. que narra a história de um dos seus personagens favoritos e alter ego, Kilgore Trout, ele próprio escritor de ficção científica, que descobre que um vendedor de carros do Meio-Oeste americano, Dwayne Hoover, socialmente normal, está a levar a sua ficção a sério demais e a perder a razão. Este livro constitui uma sátira ácida, engraçada e impiedosa, sobre a guerra, sexo, racismo, sucesso, política e poluição, provocando o leitor e levando-o a repensar o modo de olhar para a realidade das coisas. É com o discorrer sobre os problemas do mundo, que escreve para um público de extraterrestres, para quem a humanidade é completamente alienígena e através dos seus magníficos desenhos, explica um pouco ao leitor como se passa a vida aqui na Terra, um pouco como Já Virgílio faz com Dante em “A divina comédia”.



    Mais: , , , , , | Por: Mário Rocha