10 livros favoritos de Kurt Cobain

Nos dias que correm vivemos um momento em que os bloqueios nacionais estão a ser reforçados em todo o mundo, os fãs de música estão ser forçados a encontrar novas maneiras e de fazerem “viagens culturais”. Uma das maneiras de o fazer é mergulhar no mundo da literatura. Vamos então escolher 10 livros dos imensos favoritos de Kurt Cobain e nas suas inspirações literárias mais importantes como uma forma de realmente apreciar a sua influência eterna na cultura contemporânea.

 

A mitologia de volta do misterioso Kurt Cobain aparentemente nunca irá desaparecer. Desde que o cantor dos míticos Nirvana entrou em cena pela primeira vez com a sua voz e com as canções sociais, as letras de Cobain foram amplamente elogiadas como um sendo um génio. Uma das razões para tal aptidão com a caneta pode ter vindo do seu gosto insaciável pela literatura.

 

Grande parte da coleção não será notícia para alguns dos fãs mais dedicados a Cobain, o cantor inconstante, muitas vezes muito aberto sobre as suas influências literárias ao longo da sua vida. Essa tendência continuou até pouco antes do seu suicídio em 1994 e, numa das suas últimas entrevistas, ele foi questionado sobre os livros que inspiraram as suas letras e a sua vida e Kurt tinha um título particular que não podia deixar de falar, o Perfume de Patrick Suskind: A história de um assassinato.

 

Este livro aborda um romance de terror histórico que segue o aprendiz de um perfumista cujo o super-sentido do olfato afasta-o daqueles em seu redor. O livro acompanhou Cobain em muitas digressões e inspirou diretamente a música “Scentless Apprentice” do álbum In Utero de 1993. “Eu li o Perfume, de Patrick Süskind, cerca de dez vezes na minha vida e não consigo parar de o ler. É como algo que fica parado no meu bolso durante todo o tempo, simplesmente não me larga “, afirmou Cobain.

 

O seu amor pelas palavras não se ficava apenas pelo terror, bem pelo contrário. Cobain era um leitor proficiente e amplo. Ele adorava poesia por exemplo, Bukowski, as obras dos Beatniks, como muitos dos seus outros camaradas, o ícone do rock, encontrou um lugar especial no seu coração para William Burroughs. Além de usar a mesma técnica de corte de Burroughs que David Bowie para escrever as letras, o cantor continuaria a colaborar com o poeta em “Priest”, de 1993, que é uma peça falada com uma série de apoios distorcidos.

 

 

Kurt também encontrou tempo para ensaios progressistas e pensamento crítico, incluindo o controverso Paglia. “Gosto muito de Camille Paglia, é realmente divertido, embora eu não concorde necessariamente com o que ela diz. ”Além de ser uma estrela do rock subversiva no palco, Cobain também foi muito progressivo. Ele ofereceu um ponto de vista feminista inicial e contrário às tendências do estatuto de rock and roll machista.

 

Ao falar no Manifesto SCUM de Solanas, ele afirmou “Solanas” era uma feminista militante que, na minha opinião, tinha algumas ideias incríveis. Todo a gente a chamava de louca porque as ideias são muito violentas. O livro basicamente afirma que as mulheres devem governar a terra, e eu concordo com isso.” Afirmou Kurt Cobain.

 

A lista eclética dos livros favoritos de Cobain, compilada a partir de várias entrevistas e jornais, mostra não apenas um leitor fanático, uma sede imparável de conhecimento e uma compreensão e uma mente aberta. No entanto mostra que, acima de tudo, Cobain era um amante das palavras.

 

Seria essa paixão lasciva pelas letras que o diferenciaria das letras padronizadas do rock and roll. Todas as canções de rock and roll não seriam apenas sobre sexo, drogas, dinheiro e mulheres.

 

O som do rock pesado pode ser salpicado com os temas emocionais e subversivos que só vêm da leitura de bons livros. É verdade que Cobain acreditava que a música deveria ser sobre energia acima de tudo, porém a eletricidade com que ele carregava cada palavra significa que as suas letras zumbem durante o passar dos anos.

 

Aqui deixamos uma lista que abrange 10 livros favoritos do ícone da música grunge:

O Inferno de Dante Alighieri
Festim Nu de William S. Burroughs
Correios de Charles Bukowski
Geek Love de Katherine Dunn
The Outsiders de S.E. Hinton
On The Road de Jack Kerouac
Ensaios coletados de Camille Paglia
Manifesto SCUM de Valerie Solanas
Perfume de Patrick Süskind
Obras selecionadas por Elinor Wylie



Mais: , | Por: João Baganha