10 formas de fortalecer o sistema imunológico contra o Covid 19

Em tempos de pandemia é necessário cuidado redobrado com a nossa saúde física e mental. Para tanto, o fortalecimento do sistema imunológico como forma de prevenção é fundamental e existem uma série de maneiras de fazermos isto. Já sabemos que uma boa alimentação e hábitos saudáveis aliados a prática constante de atividade física ajudam a fortalecer o sistema imunológico e prevenir doenças. Apresentamos abaixo algumas dicas.

 

1. Prática de atividades físicas moderadas regularmente

O movimento produz hormônios que nos geram bem estar e faz com que as pessoas tenham um sono melhor, diminuindo o stress e a ansiedade e melhorando nossa capacidade de memória e percepção. Atividade física e desporto podem ser praticados em casa. São indicados cerca de 30 minutos por dia. O tempo pode ser distribuído, por exemplo, por 10 minutos pela manhã, 10 pela tarde e 10 à noite, sendo que o principal é que a prática faça parte do dia-a-dia do indivíduo. O ideal é que a pessoa escolha algo que se sinta bem ao fazer e da sua preferência, como, ioga, pilates, dança, ginástica e outros, pois, assim se sentirá mais motivado.

2. Dieta balanceada e rica em alimentos fonte de antioxidantes

Os cuidados com a alimentação são essenciais para a melhoria da qualidade da saúde da pele e  corpo, sendo aliados os alimentos com propriedades antioxidantes, ricos em vitaminas a, c, e, betacaroteno e flavonoides, que ajudam no funcionamento do corpo e evitam o envelhecimento antes do tempo. Isso se dá devido aos compostos antioxidantes que agem de modo a combater radicais livres, que são os principais fatores que levam ao envelhecimento precoce, e ainda facilitam a incidência de doenças degenerativas cardiovasculares e outros processos prejudiciais, como a obesidade. Entre tais alimentos estão: o gengibre, que age como um potente antioxidante, prevenindo o corpo de inúmeras doenças. A vitamina C, o mamão e a cenoura dispõem de elevadas quantidades de licopeno e betacaroteno, que são benéficos à pele, visão e coração, sendo o mamão uma rica fonte de antioxidantes, vitaminas, minerais, ferro e potássio, além de vitamina A, que retarda o envelhecimento e previne o surgimento de doenças. Também a vitamina C, encontrada na laranja. Tal nutriente é crucial para o sistema imunológico e combate aos radicais livres. O Brócolis é um vegetal rico em nutrientes e pobre em calorias, composto por várias propriedades anticancerígenas, cálcio, ferro, potássio, zinco e  vitaminas A, B e C.  Orégano e Alecrim é uma das maiores fontes de antioxidantes que possuem poderosos compostos como o ácido fenólico e os flavonóides, que agem como neutralizantes do processo de oxidação e de danos a nível celular.

 

3. Hidratação adequada

Além da ingestão de quantidades adequadas de água, é importante para uma alimentação equilibrada, que esta seja composta por todos os grupos de nutrientes, como arroz e feijão, frutas, verduras,  legumes, carnes ou ovos. Assim como a prática de atividades físicas regulares, bom sono e otimismo, sendo tudo isso fundamental para fortalecimento da imunidade do organismo e prevenção do Covid-19. Recomenda-se cerca de 2 litros por dia de água. São 35 ml por quilo de peso corporal. Assim, o sistema imunológico é formado por várias células, órgãos e tecidos que, conjuntamente, agem para proteger o corpo, gerando anticorpos que ajudam no combate de vírus e bactérias. Portanto, a manutenção de uma boa ingestão diária de água é essencial para fortalecer a imunidade.

 

4. Vacinação em dia, inclusive para gripe e sarampo

Um estudo baseado em amostras de sangue de indivíduos saudáveis, em quem primeiramente foi administrada uma vacina da gripe tetravalente e depois o vírus SARS-CoV-2, evidenciou que além de fortalecer a primeira linha de imunidade, o estudo sugeriu que a vacina da gripe fez com que esta primeira linha se ligasse melhor à segunda, que abrange a produção de anticorpos e proteínas que podem bloquear o vírus para que este não siga infetando células imunes, capazes de relembrar do vírus durante meses ou anos para o combater em caso de reinfeção. Por isso, estar com as vacinas em dia, ajuda no fortalecimento do organismo reduzindo as chances de infeção por agentes patológicos.

 

5. Controle do estresse

Com o avanço da pandemia por coronavírus e recolhimento imposto pelos governos, além da preocupação com a nossa própria saúde e de conhecidos, têm crescido o nível de estresse da população, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Também o sentimento de insegurança e de incerteza no que toca ao futuro, quando não sabemos ao certo quando a nossa rotina vai voltar a normalidade Por isso, há muitas dicas da Organização Mundial de saúde para combate ao stress durante a pandemia, tais como: controlar as informações que obtém acerca da doença, use as redes sociais como forma de combater o isolamento e solidão, a solidariedade, escutar a si próprio, reconhecer o trabalho dos profissionais da área da saúde, contar para as pessoas histórias positivas.

 

 

Sono saudável e saude mental

6. Sono de qualidade

Com a vida agitada e corrida que muitos levam hoje em dia não é algo incomum que muita gente escolha abrir mão de uma boa noite de sono para estar mais tempo acordado a fim de render mais no trabalho ou mesmo para ter mis tempo de diversão. Entretanto, este hábito de dormir mal pode ter um preço alto para a nossa saúde, podendo interferir de forma grave na imunidade do organismo, o tornando mais vulnerável a várias doenças, inclusive, o Covid-19. Por isso, ter um bom sono é uma das melhores maneiras de fortalecer o sistema imunológico. Para tanto, devemos evitar a utilização de telemóveis e outros aparelhos eletrônicos perto da hora de deitar na cama, procurar comer alimentos leves a noite, não beber bebidas alcoólicas, dormir com a devida postura e até usar um travesseiro apropriado são hábitos que podem fazer muita diferença na nossa rotina diária. Além da higiene do sono, também a higiene básica é de extrema importância para assegurar a saúde do nosso sistema imunológico.

 

7. Intestino e microbiota saudáveis

Um estudo atual levado a cabo por médicos e cientistas chineses, mostrou que pacientes que tinham resultado positivo para a Covid-19 apresentavam um quadro clínico de disbiose intestinal, ou seja, a sua microbiota intestinal estava desequilibrada, com diminuição de bactérias tidas como benéficas. Assim, existem provas da ciência que evidenciam uma relação estreita entre a nossa flora intestinal e o sistema imunológico. Por isso, é válido ter em conta a microbiota intestinal para combater o covid-19.

 

8. Doses equilibradas de vitamina D

Pesquisadores da Universidade de Turim, na Itália, divulgaram recentemente uma descoberta muito significativa: a vitamina D pode ser muito importante no combate ao novo coronavírus, principalmente em idosos.
Assim, a investigação concluiu que o composto tem um possível potencial para neutralização dos prejuízos causados pela patologia nos pulmões, em decorrência de complicações respiratórias , além de ter função significativa no controlo do sistema imunológico, tendo sido comprovado a sua efetividade na diminuição de risco de infecções respiratórias de causa viral, podendo ser também muito eficaz para a melhoria da síndrome respiratória aguda grave (SARS), causada pelo coronavírus.

9. Evitar alimentos processados e industrializados

Estes alimentos devem ser evitados, pois, sofrem muitas modificações na sua preparação e possuem ingredientes desconhecidos; sendo ricos em gorduras, açúcares, sódio e escassos em micronutrientes, tais como: vitaminas, sais minerais, água e fibras. Como exemplos podemos citar: enlatados, embutidos, congelados, refrigerantes, salgadinhos, frituras, doces, gelatinas industrializadas, refrescos em pó, temperos prontos (Knorr, goia, sazon) margarinas, queijinhos, macarrão instantâneo, gelados, biscoitos com recheio, achocolatados, entre outros.

 

 

10. Conexões sociais ainda que virtuais

É importante recorrermos aos diferentes meios e possibilidades de comunicação à distância e nos lembrarmos, especialmente, daqueles mais vulneráveis que possam estar a viver sozinhos, institucionalizados ou a viver com maior condição de isolamento. Assim, é preciso combatermos o estigma e a discriminação dos doentes e mais vulneráveis, pois, atualmente, já é possível mantermos o afeto e o contacto, mesmo que tenhamos que fisicamente estar distantes um do outro. Dessa forma, a vida social e afetiva também contribui para o nosso bem estar psicológico e saúde mental,  que tem impacto direto na saúde física. Por isso, é aconselhável mantermos os laços afetivos e contacto com a família, ainda que por meio das redes sociais e ferramentas para comunicação à distância.



Mais: , | Por: Flávia Negrini