10 estranhas e desconhecidas armas utilizadas na 2ª Guerra Mundial

Segunda guerra Mundial

Foram muitos os equipamentos de guerra desenvolvidos durante a segunda guerra mundial, quer pelos exércitos do movimento nazi de Hitler, como dos exércitos aliados. Porém algumas máquinas não foram tão conhecidas, devido, não só à sua fraca utilização, como também ao facto de serem apenas projectos com limitações para uma utilização duradoira. O melhor de 10 apresenta assim uma selecção de 10 destes equipamentos.

 

1. Mistel

Mistel

O Mistel foi uma aeronave não tripulada e dotada de explosivos, que foi construída em 1942 pela associação alemã Sailplane. Tinha uma pequena aeronave por cima da aeronave principal. Apesar de apresentada em 1943, este aeronave apenas foi utilizada em 1944, na altura em que a guerra estava a ser desfavorável para o lado nazi.

Assim, para este equipamento mais de 100 bombardeiros modelo Ju-88 foram desmontados e convertidos em bombas voadoras gigantes, com 1.800 kg de explosivos e com suporte para anexar uma aeronave guia em cima deles.

A Mistel era uma aeronave muito lenta, que voava a apenas 240 km/hora, o que a tornava um alvo fácil para os aviões inimigos, quando avistada. Também era uma arma imprecisa, uma vez que falhava muitas vezes os seus alvos.

 

2. Canal Defence Light

canal defence light

Este tanque foi uma tentativa dos Aliados de desenvolver uma arma que usasse a luz como uma arma para desabilitar soldados nazistas.

Com o recurso a um poderoso holofote reluzente, tinha como objetivo cegar, fazendo com que as pupilas dos olhos se expandissem e se contraíssem rapidamente, causando náuseas e tonturas nos inimigos.

O holofote foi montado num tanque (substituindo a arma principal), com um obturador blindado que permitia a saída de luz. Nos testes, a arma apresentou-se extremamente eficaz.

 

3. Submarino Surcouf

Submarino-Surcouf

 

Construído pelos franceses no final de 1920, este submarino é muito grande, e tem 4000 toneladas de peso em deslocamento. Também apresentava dois canhões de 20 cm cada, que, geralmente, apenas se veem em cruzadores pesados.

Apesar de, aquando da assinatura do tratado naval de Washington, só ser possível um submarino apresentar 2800 toneladas em deslocamento, foi aberta uma excepção, mediante uma autorização especial, para a maior carga em deslocamento que este submarino possuia

Foi originalmente construído como o primeiro de três novos submarinos de classe Surcouf, mas como as novas embarcações do seu tamanho não puderam mais serem construídas, tornou-se único.

 

4. Karl Gerart

karl gerart

Super arma, construída pelos alemães para penetrar as fortificações da Linha Maginot Francesa, em 1936.

Inicialmente este tanque foi construído para ser transportado em pedaços e montado perto do seu alvo, mas tornou auto-propulsivo quando os seus designers notaram que era pesado e desajeitado demais.

O primeiro deste tipo de tanques foi submetido a testes de fogo em 1939 e a test drives em 1940. Foi nomeado de Karl-Gerät ou “Dispositivo Karl”, uma vez que o general nazista Karl Becker se envolveu intimamente no seu projecto.

O seu morteiro era gigantesco, com um cano de 600 milímetros e com uma capacidade de arremessar projetis de quase 1.800kg, para quase 5km, ainda que um modelo posterior, construído pouco tempo depois, já com um cano de 540 milímetros, tenha conseguido atirar um projétil a mais de 10km.

Cada Karl-Gerat tinha um veiculo de apoio, que consistia em vários tanques modificados, transportando quatro escudos cada. Contudo, mesmo com o armazenamento de munição a ser escoado para outros veículos, o seu morteiro e chassi ainda pesavam 124 toneladas.

 

5. Sturmtiger

sturmtiger

Numa altura em que Hitler exigiu o desenvolvimento de uma arma que poderia explodir áreas urbanas, afastadas e fortificadas, com enorme poder de fogo, foi construido o Sturmtiger, que era um veículo fortemente blindado e armado com um massivo lança-foguetes.

Construído a partir do chassi do famoso tanque Tiger I, foi acrescentado ao Sturmtiger, ainda mais armadura, tornando-o um veículo muito mais blindado. O seu lança-foguetes, apresentava buracos ao redor do cano, para ventilar o gás de escape produzido pelo foguete de lançamento. Os projéteis por ele arremessados eram tão grandes que apenas 14 deles poderiam ser estocados, e mesmo assim, era preciso que eles já estivessem carregados no lançador.

 

 

6. Projecto Zveno

Projecto Zveno

Este projecto foi desenvolvido nos anos 20, através de um programa soviético, que tinha como principal objectivo dar apoio aérea à infantaria e também proteger os bombardeiros de aviões de caça inimigos.

Assim, o projeto Zveno foi um porta-aviões voador, que consistia na união entre um avião gigante Soviético TB-3 com várias aeronaves de modelo similar, só que menores. O TB-3 podia transportar até três aeronaves, duas acima das asas e uma abaixo do corpo ou duas aeronaves abaixo das asas.

Esta máquina de guerra experimental foi utilizada contra a Alemanha nazista durante os primeiros anos de desespero na Frente Oriental, em que União Soviética estava em desvantagem.

Em 1941, um bombardeiro TB-3 com dois bombardeiros de mergulho alcançou com sucesso os campos de petróleo estratégicos para os nazistas em Ploiesti. Estes bombardeiros de mergulho atacaram com sucesso a instalação e depois voltaram ilesos para os aeródromos soviéticos. Apesar do Zveno ter realizado 30 missões, desapareceu em 1942.

 

7. Tanque DD

DD-Tank

Numa altura da segunda guerra mundial, em que os nazis começaram a recorrem a ataques anfíbios para surpreender os seus inimigos, as tropas aliadas, apresentavam equipamentos militares com engenharia modificada, que permitia que os seus tanques flutuassem. Neste sentido, adicionaram aos tanques um tecido colocado à sua volta, que os fazia flutuar, através de hélices de propulsão.

Este conceito foi explorado pela primeira vez em 1941, e posteriormente testado em vários tanques, sendo que os Aliados conseguiram modificar um tanque modelo Sherman.

Os tanques DD foram usados pela primeira vez durante o célebre Dia D, quando foram enviados à terra para fornecer fogo de apoio para que as tropas aliadas desembarcassem na praia. Por causa da agitação marítima verificada no momento, 27 destes tanques foram parar no fundo do oceano. Porém, as frotas desenvolvidas posteriormente foram mais bem sucedidas, passando a serem usadas em futuras campanhas, como na travessia do rio Reno na Alemanha.

 

8. Nakajima A6M2-N ‘Rufe’

Nakajima A6M2-N Navy Type 2 Model 11 'Rufe'

Foi o único hidroavião avião de caça utilizado na Segunda Guerra Mundial,sendo uma versão alterada do infame caça Zero do Japão, mas que apresentava um flutuador no lugar do trem de aterragem convencional.

O Nakajima A6M2-N Rufe foi projetado para operar a partir de bases localizadas em ilhas, e suportar a máquina de guerra japonesa, de modo a ser mais fácil controlar as ilhas mais distantes do Pacífico. Os caças Zero foram alterados, sendo removido o seu trem de aterragem, e adicionado um grande flutuador bem debaixo no centro, junto com outros dois flutuadores menores nos lados.

O seu primeiro protótipo voou no mesmo dia em que os japoneses bombardearam Pearl Harbor.

 

9. Submarino Tipo XVII

submarino tipo xii

 

Construído, em 1933, pelo professor Alemão Hellmuth Walter, é um sistema de submarino de propulsão, potencialmente revolucionário, que seria mais compacto do que os sistemas de propulsão diesel/eléctricos existentes, produzindo mais energia, e tornando possível longos períodos submersos.

Dado que tinha como limitação o facto de ser alimentado por peróxido de hidrogénio, muito utilizado como combustível de foguetes, no ano seguinte, Walter propôs ao Alto Comando Kriegsmarine, um submarino que alcançaria uma velocidade máxima de 30 nós subaquáticos, velocidade esta bem superior a que os submarinos convencionais poderiam fazer na época, que era apenas de 7 nós.

Denominado de Turbina Walter, este sistema de propulsão, recorreu a uma forma estabilizada de peróxido de hidrogénio para reagir com o combustível óleo, de modo a ser possível produzir vapor e assim conduzindo a turbina.

Apesar da aceitação do projecto pela Kriegsmarine, Walter, em 1937, conseguiu que Karl Dönitz, o futuro comandante dos submarinos da Alemanha nazi, visse e revisasse a sua proposta.

Assim Donitz, em 1939, começou a construção de um modelo de submarino movido pela Turbina Walter, que apresentou resultados bastante promissores durante os testes, e em 1942, quatro grandes oceânicos encomendaram submarinos movidos com a Turbina Walter.

Porém a sua construção foi cancelada dois anos depois, uma vez que começaram a ser desenvolvidos submarinos convencionais com mais baterias e com melhor hidrodinâmica de velocidade subaquática.

 

 

10. Tauchpanzer

Taunchpanzer

 

O Tauchpanzer foi desenvolvido pelos nazis, com o objectivo de ser utilizado durante a Operação Leão-marinho (operação esta que nunca foi executada e tinha como plano, a invasão do Reino Unido)

Este tipo de tanque, cujo nome significa literalmente “tanque de mergulho”, foi projetado para ser usado em viagens subaquáticas no fundo do mar e também em terra, para fornecer fogo de apoio para o desembarque de soldados nas praias da Grã-Bretanha.

Os Tauchpanzers eram tanques modelo Panzer III, com diversas alterações na sua estrutura, para serem totalmente à prova de água, apresentando válvulas de escape de sentido único, vedações insufláveis para os anéis da torre de tiro e uma mangueira ligada a um dispositivo de flutuação para entrar ar no motor.

Apesar de todas estas modificações o Tauchpanzer não aguentava mais de 20 minutos submerso e só atingia uma profundidade de 15 metros, por causa do comprimento limitado da sua mangueira de ar.

Apesar do seu design ter sido um sucesso, pouco mais de 150 tanques foram construídos.



Mais: , | Por: Mário Rocha