10 características da dieta mediterrânea à moda portuguesa

A dieta Mediterrânea aconselha o uso somente de azeite como gordura; o que já foi comprovado que reduz a incidência de doença coronária e infarto do miocárdio, segundo constatou o investigador americano Ancel Keys após um estudo em vários países do mediterrâneo nos anos 50 que verificou que o consumo elevado de gorduras saturadas está associado a tais doenças. Assim, já foram realizadas pesquisas que evidenciaram que a dieta mediterrânea está associada a uma maior longevidade e reduz o risco de várias doenças, sendo considerado por isso uma das mais saudáveis do mundo. A dieta mediterrânea também foi associada a menor incidência de doenças mentais.

Assim, conforme todas a evidências científicas já existentes, a Unesco já reconheceu em Portugal e outros países da Europa, a dieta mediterrânea como a mais saudável e sustentável no mundo e incentivou a sua promoção com especial adaptação a depender da condição de saúde dos indivíduos em particular.

Segundo a pirâmide da dieta Mediterrânea, o descanso adequado, a atividade física regular, a convivência à mesa e a ingestão adequada de líquidos e água em maior quantidade são aspectos indicados e que ajudarão na manutenção da saúde, bem estar físico e psicológico e hidratação do corpo.

O consumo diário de poções de frutas, hortícolas variadas e cereais garantem o suprimento adequado de nutrientes e minerais fundamentais e o bom funcionamento do aparelho digestivo. O azeite em substituição as gorduras saturadas prevenirá contra diversas patologias, especialmente, as associadas, as associadas ao sistemas cardiovascular e também a obesidade. As especiarias, sementes e laticínios fornecem respetivamente o sabor à comida e redução de sal consumida, a gordura saudável, além de proteínas, vitaminas, mirais e fibra e os laticínios garantem vitaminas e minerais essenciais a saúde óssea, como o cálcio e fósforo. Recomenda-se lácteos de baixo teor de gordura.

O peixe e as carnes brancas, preferencialmente às carnes vermelhas e também os ovos, fornecem a quantidade ideal de proteínas. Também o facto de não restringir por completo os doces e o vinho torna a dieta mais sustentável; o que garante a manutenção da saúde e bem estar psicológico do indivíduo. Seguem algumas características dessa dieta adaptadas ao gosto do português.

 

1. Sopas e Cozidos

A cozinha portuguesa simples que tem como base preparados que protegem os nutrientes, como: sopas, cozidos, ensopados e caldeiradas. O alimento cozido é feito com gordura vegetal é mais saudável e previne contra a obesidade e outras patologias.

 

Vegetais

2. Elevado Consumo de Vegetais

O elevado consumo de produtos vegetais em substituição ao consumo de alimentos de origem animal, especialmente produtos hortícolas, frutas, pão integral, cereais, leguminosas secas e frescas, frutos secos e oleaginosas. Assim, os vegetais são ricos em água e nutrientes necessários para muitas funções do nosso organismos e farão falta quando não consumidos ou consumidos em quantidades escassas. Os cereais contêm as fibras que são fundamentais para evitar a constipação ou a famosa “prisão de ventre” e vão ajudar no bom funcionamento do nosso aparelho digestivo.

 

3. Consumo de produtos vegetais produzidos localmente, frescos e da época;

Valorizamos a riqueza e variedade locais de alimentos, explorando muito o cultivo de variados tipos de vegetais que podem ser encontrados em diversos pratos regionais. Assim, conseguimos explorar ao máximo aqueles alimentos que são mais produtivos e próprios de cada época do ano; aproveitando toda a diversidade do clima e benefícios de todos esses alimentos. Assim, essa é uma maneira de produzir comida saudável e ainda valorizar a nossa cultura e culinária próprios.

 

4. Consumo de azeite como principal fonte de gordura;

Já existem evidências científicas de que o consumo moderado de azeite no lugar das gorduras animais previne contra o aumento do peso e inúmeras doenças, em especial, doenças cardíacas. Já a gordura saturada animal vai contribuir para várias doenças e para o acúmulo da energia na forma de gordura no corpo.

 

Queijo

5. Consumo moderado de laticínios;

Os laticíneos ajudam para o fortalecimento dos ossos, sendo fonte de cálcio e ajudam na renovação da flora intestinal, no caso dos yogurtes. O queijos, preferencialmente os magros são fonte de cálcio e gorduras que serão fonte de energia para as nossas células.

 

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    6.  Utilização de ervas aromáticas para temperar em detrimento do sal;

    As ervas tem uma enorme variedade de temperos e alternativas adequadas para cada tipo de prato ou alimento, são fonte de vitaminas e tornam a comida muito mais saborosa. É até mesmo uma maneira de incentivar o consumo de verduras e legumes, que, de outra forma, não comeríamos. Além disso, são substitutos ao sal; que não deve ser consumido em excesso podendo causar muitas doenças. Tais especiarias garantem o sabor dos pratos portugueses, quando bem feitos; o que torna a comida de Portugal uma das melhores do mundo.

     

    7. Consumo frequente de pescado e baixo de carnes vermelhas;

    As carnes são fontes de proteínas e devemos ter preferências pelas carnes brancas, em especial, os peixes; que são menos gordurosos e saudáveis que as carnes vermelhas. Estas devem ser preparadas cozidas ou grelhadas e, se for utilizar gordura, deve usar apenas a gordura vegetal. Este consumo está associado à manutenção de um peso mais adequado e aumento da longevidade.

     

    Vinha do Rosário Syrah Tinto 2015, Casa Ermelinda Freitas

    8. Consumo baixo a moderado de vinho e apenas nas refeições principais;

    O vinho é motivo de convivência e comemorações que contribuem para a socialização e bem estar psicólogo; além disso, o vinho tinto, quando consumido em dose moderada nas refeições principais apenas, ajuda na manutenção da saúde física e psíquica, mas é preciso saber controlar a quantidade a ser consumida. Por isso, os benefícios do vinho vão para além daqueles advindos das uvas e chegam a esfera da convivência e do bem estar psicólogo que esta gera; o que é mais um aspecto valorizado por esse estilo de alimentação.

     

    9. Água como principal bebida ao longo do dia;

    Já sabemos que a água é fundamental para a manutenção das nossas funções vitais e deve ser reposta diariamente nas devidas quantidades. A dieta mediterrânea aconselha ao menos 8 copos diários de água e também o consumo de infusões, como chás de frutos, cidreira, entre outros com propriedades benéficas ao organismo. A ingestão da adequada quantidade de água diária vai assegurar a correta hidratação do nosso corpo, funcionamento dos orgãos e células em geral e o equilíbrio de eletrólitos e minerais presentes e necessários ao nosso organismo.

     

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    10. Convivência à volta da mesa.

    A dieta mediterrânea valoriza o bem estar psicólogo que as refeições e a convivência com a família, amigos e a vida social podem trazer em termos de contributos para a nossa saúde e bem estar. os relacionamentos, quando cultivamos, são também fonte de bem estar, saúde e felicidade no longo prazo e são vistos como um elemento que vai integrar a pirâmide da dieta mediterrânea, bem como a atividade física regular.



    Mais: , | Por: Flávia Negrini