Significado de 10 tradições de Natal

Tradição de Natal

E que tal conhecer o significado das 10 mais importantes tradições de Natal? O melhor de 10 apresenta uma lista das 10 melhores tradições de Natal e respectivo significado, para ler e partilhar com os seus filhos e amigos. Para miúdos e graúdos, boas leituras!!!

 

1. Presépio de Natal

Presépio de Natal

A origem do presépio está muito identificada com São Francisco de Assis que, no Natal do século XIII, decidiu ir para uma gruta celebrar a missa da meia-noite [Missa do Galo] que festeja o nascimento de Jesus”. Segundo a tradição, o frade, em vez de celebrar o 25 de dezembro numa igreja, decidiu ir para essa gruta perto de uma floresta e, por estar nesse ambiente florestal e ser uma noite fria, levou um boi, um burro, feno e decorou a gruta com elementos locais”. Assim, o primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o Santo fê-lo na floresta da cidade de Greccio, na Itália, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus.

De qualquer forma, o burro, a vaca e as ovelhas são os animais que serviram para aquecer o menino Jesus, segundo conta a lenda, e simbolizam a simplicidade do local. Mas não são os únicos que podem estar presentes. Ainda dentro do presépio também existem vários significados atribuídos ao anjo, como representante do céu que trouxe a mensagem de Deus, à Virgem Mãe, como a mãe escolhida para Jesus, ao São José, como aquele que assumiu o seu filho, aos Reis Magos, como os homens da ciência e, como não podia faltar, ao Menino Jesus que se situa no centro.

O chamado Presépio Tradicional Português é, contrariamente ao observamos noutros países, constituído por figuras tão diversas que não correspondem exactamente à época que deveriam representar. À excepção das figuras da Sagrada Família (São José, a Virgem Maria e o Menino Jesus), dos pastores e dos Três Reis Magos, todas as restantes figuras que surgem no Presépio Tradicional Português foram colocadas de modo a ser uma representação “mais portuguesa” à história da Natividade. Podemos, então, encontrar figuras extra como um moleiro e o seu moinho, uma lavadeira, alguns bailarinos de um rancho folclórico, uma mulher com um cântaro na cabeça, uma banda de música, entre muitos outros personagens divertidos e tipicamente portugueses. A origem destas peças de cerâmica é dos arredores da cidade de Barcelos, do Norte de Portugal e, ainda hoje, são todas produzidas com origem artesanal.

 

2. Meias de Natal na lareira

Meias de Natal

Segundo reza a lenda a história da meia de Natal provém de um conto em que um pai de familia desgostoso com a morte da sua mulher gasta toda a sua fortuna, deixando as suas três filhas pobres e com grandes necessidades. São Nicolau (Santa Claus ou simplesmente Pai Natall) percebendo a situação, colocou pela chaminé da casa, moedas de ouro em cada uma das meias das meninas enquanto secavam na lareira.

 

3. Pai Natal

Pai Natal

O Pai Natal é muito conhecido também por São Nicolau, tendo em conta a sua inspiração no arcebispo Nicolau, de Mira na Turquia, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Tinha o costume de colocar um saco com moedas de ouro na chaminé das casas dos mais necessitados. Tendo sido declarado santo apos tantas oferendas, que foram consideradas milagres e a sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha.

O São Nicolau original é retratado com trajes de bispo. Porém o Pai Natal actual  é um homem rechonchudo, alegre e de barba branca vestido com um casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto. Esta imagem tornou-se popular nos EUA e Canadá no século XX devido à influência da Coca-Cola, que na época fez um anúncio publicitário do bom velhinho vestinho de vermelho. Essa imagem ainda se mantem, sendo constatamente reforçada pelos meios de comunicação e publicitários, como músicas, filmes e propagandas.

Segundo a lenda, a residência do Pai Natal situa-se no Extremo Norte, numa terra de neve eterna. Na versão americana, ele mora numa casa no Polo Norte, enquanto que na versão britânica reside nas montanhas de Korvatunturi na Lapônia, Finlândia. Vive com a sua esposa Mãe Natal, diversos elfos mágicos e oito ou nove renas voadoras. Outra lenda popular refere que ele, todos os anos, construí uma lista de crianças ao redor do mundo, classificando-as de acordo com seu comportamento, e que entrega presentes, como brinquedos ou doces, a todos os garotos e garotas bem-comportados no mundo, e às vezes carvão às crianças mal comportadas, na noite da véspera de Natal. Consegue esse feito anual com o auxílio de elfos, que fazem os brinquedos na oficina, e das renas que puxam o trenó.

 

4. Rena Rodolfo

Rena Rudolfo

O mito das Renas do Pai Natal surgiu na Europa do séc. XIX, em países como o Canadá (Norte), Alasca, Rússia, Escandinávia e Islândia, em que era costume as pessoas se deslocarem na neve, usando um trenó puxado por renas. Porém, as renas do Pai Natal são especiais visto que apesar de semelhantes às renas que existem nesses países, são as únicas renas que conseguem voar, para que o Pai Natal consiga entregar os presentes no dia certo e sem atrasos a todas as crianças do mundo inteiro.

Na tradição Anglo-saxónica original só existem oito renas, que é o comum para puxar os trenós tradicionais. Os seus nomes são: Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen (em português, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago) A rena Rudolph ou Rodolfo, que acabou por ser a mais conhecida, só mais tarde integrou o grupo. Assim, a quantidade de renas que puxam o trenó é controversa, devido à rena conhecida como Rudolph. Existe uma lenda que diz que Rudolph teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que ajuda a guiar as outras renas durante as tempestades. Conta-se que o Pai Natal ao chegar a uma das casas para entregar os presentes, encontrou por acaso a rena Rodolfo, que era diferente das suas outras renas devido ao seu nariz vermelho e luminoso. Como nessa noite o nevoeiro era muito intenso, o Pai Natal pediu a Rodolfo que se juntasse a ele e liderasse as suas renas para nao se perder pelo caminho. A partir daí, Rodolfo passou a ser a rena que guia o trenó do Pai Natal todos os Natais.

Tal lenda foi criada em 1939 e retratada no filme Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (1960 e 1998).

5. Boneco de Neve

Boneco de neve

O boneco de neve, um dos símbolos do natal, provém da neve existente no hemisfério norte, lugar que exige das pessoas mais convivencia dentro das casas, sendo a epoca natilicia um momento que proporciona essa convivência, onde as famílias se reúnem para confraternizar.

Relatos sobre bonecos de neve já se apresentam documentados desde tempos medievais, sendo que os primeiros documentos foram encontrados, estavam em livros ilustrativos de 1380. No decorrer dos anos, as lendas sobre criaturas inanimadas como os espantalhos, passam de geração em geração.

As primeiras histórias sobre os Bonecos de Neve são de alegria, como por exemplo. Contava-se e ainda se conta que para cada boneco de neve que você construía e que derretia, seria acrescentado um anjo no céu. Outras também referem que as três bolas que formam um Boneco de Neve representam o pai, filho e espírito santo. Também, com o passar dos anos, foram surgindo historias macabras de Homens de Neve sombrios que apareciam em pequenas vilas no inverno, assustando as pessoas, e até matando. Estes relatos contam que eles eram da mesma forma que Bonecos de Neve normais, porém os seus olhos eram vermelhos e brilhantes. Segundo consta estas criaturas eram espíritos malignos que se manifestavam no tempo obscuro, a procura de corpos para possuir, e assim, penetravam em Bonecos de Neve, que se pareciam como humanos. Conseguiam animar os pedaços de neve, e movimentavam-se usando galhos secos como garras, para empalar as vítimas.

Uma importante referencia sobre a historia do boneco de neve é o livro escrito por Bob Eckstein “The history of the Snowman”. Também existem diversos filmes em que aparece o boneco de neve, sendo um dos mais interessantes e conhecidos o “The Snowman” de 1982, que é uma animação musical sobre esta personagem.

 

6. Postais de Natal

Postal de Natal

O primeiro postal de natal foi criado por Sir Henry Cole e ilustrado por John Callcott Hosley em Londres no dia 1 de Maio de 1843. A figura mostra três gerações de uma familia. No centro a familia está a fazer um brinde. Dos lado aparecem cenas de caridade com partilha de comida e roupa com os pobres. Apesar da foto da familia ser neste contexto controversa a ideia foi perspicaz uma vez que cole acabou por, três anos mais tarde, introduzir no mercado o sistema Penny post, em que era possivel enviar uma carta ou postal por apenas um penny. Cerca de 2050 postais foram assim impressos e vendidos no mesmo ano.

Posteriormente, no natal de 1873, a firma de litografia Prang and Mayer começou a criar postais de boas festas para o mercado británico, tendo-se também expandido para o mercado americano em 1874, tornado-se a primeira empresa com este serviço na América. Prang foi mesmo considerado o pai do postal de boas festas americano, e em 1880 já tinha produzido cerca de cinco milhões através do método da cromolitografia. Porém, devido a forte proliferação de copias baratas e sem grande valor, a sua popularidade começou a diminuir, mas retomou novamente ao mercado em força no ano de 1920 em Manchester pela colecção “Laura Seddon Gretting Card” em que Manchester cerca de 32000 postais vitorianos e Eduardinos de boas festas.

Actualmente existem já diversos tipos de postais de natal, sendo também muito comuns os postais electrónicos animados para enviar por email para os seus familiares e amigos.

 

7. Missa do Galo

Missa do Galo

Missa do Galo é o nome dado pelos católicos à missa celebrada na Véspera de Natal à meia noite da véspera de natal (24 para 25 de Dezembro. A expressão “Missa do Galo” é específica dos países latinos tem a sua origem na lenda ancestral segundo a qual à meia-noite do dia 24 de dezembro um galo teria cantado fortemente, como nunca ouvido de outro animal semelhante, anunciando a vinda do Messias, Jesus Cristo o filho de Deus.

Também em Espanha, existe outra lenda que conta que antes de baterem as 12 badaladas da meia noite de 24 de Dezembro, cada lavrador da província de Toledo, em Espanha, matava um galo, em memória daquele que cantou três vezes quando São Pedro negou Jesus, por ocasião da sua morte. Esse galo era, posteriormente, levado para a Igreja para ser oferecido aos pobres. Era costume, em algumas aldeias espanholas, levar o galo para a Igreja para este cantar durante a missa, significando isto um prenúncio de boas colheitas. Porém actualmente esse facto é proibido.

 

8. Consoada e Bolo Rei

Consoada de Natal

A origem do nome “Consoada” vem do Latim “consolata”, de “consolare”, “consolar”.

Em Portugal, a ceia de natal denomina-se consoada sendo celebrada na noite do dia 24 de Dezembro, a véspera de Natal. Durante esta ceia as famílias reunem-se à volta da mesa de jantar, comendo uma refeição reforçada. Por ser uma festa de família, muitas pessoas percorrem longas distâncias para se juntarem aos seus familiares. Esta consoada consiste principalmente em bacalhau cozido, seguido de variados doces, como aletria, rabanadas, filhoses e outros doces. Em algumas regiões do país (principalmente no Norte), o polvo guizado com couves e batatas também consta da mesa de Natal. Em Trás-os-Montes, peru no forno, canja de galinha e assados de borrego, porco ou leitão também marcam o Natal, enquanto na Beira Alta, o cabrito é uma tradição. já no Alentejo e no Algarve, é muito comum o peru recheado assado.

Entre os doces comuns na consoada destaca-se o bolo-rei que é outro doce tradicionalmente português. Este bolo é redondo, com um grande buraco no centro, e é feito de uma massa branca e fofa misturada com passas, frutos secos e frutas cristalizadas. Tradicionalmente, no interior do bolo era comum existir uma fava seca e um pequeno brinde, normalmente feito de metal. A fava dava a quem a recebesse numa fatia o direito de pagar o próximo bolo-rei, e o brinde dava sorte a quem o encontrasse. Também se consta que havia ainda quem colocasse nos bolos pequenas adivinhas, sendo que quem advinhasse obteria meia libra de ouro, ou mesmo moedas de ouro.

No que se refere à origem do bolo-rei, ao que se sabe, este terá surgido no tempo dos romanos, que tinham por hábito eleger o rei da festa durante os banquetes festivos, que era escolihod à sorte com favas, pelo que era também designado por vezes de rei da fava. A Igreja Católica aproveitou o facto de aquele jogo ser característica do mês de Dezembro e decidiu relacioná-lo com a Natividade (Natal) e com a Epifania (Dia de Reis), ou seja, com os dias 25 de Dezembro e 6 de Janeiro. A influência da Igreja na Idade Média determinou que esta última data fosse designada por Dia de Reis e simbolizada por uma fava introduzida num bolo.

Em Portugal na altura da proclamação da república, em 5 de Outubro de 1910, o bolo-rei ficou em risco de deixar de ser fabricado, por causa do nome conter a palavra “rei”. Visto este símbolo (o rei) deixar de existir na hierarquia nacional, também o nome do bolo deveria desaparecer. Porém os pasteleiros da época continuaram a fabricar o bolo sob outra designação, como por exemplo o”ex-bolo-rei”,  “bolo de Natal” ou “bolo de Ano Novo”. Descontentes com estas designações, alguns republicanos passaram a chamar-lhe “bolo-presidente” ou mesmo “bolo-Arriaga”.

 

9. Árvore de Natal

Árvore de Natal

A árvore de Natal é uma árvore conífera de folhas perenes (um pinheiro) ou uma árvore artificial. Como parte da tradição de Natal, enfeita-se a árvore com bolas coloridas e outros adornos natalinos, como o sino de Natal.

A primeira árvore de Natal surgiu em em Riga, na Letónia, em 1510. Esta tradição teve o seu inicio, em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero, num noite em que caminhava pela floresta e ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. Assim, as estrelas do céu ajudaram a compor essa imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Para além das estrelas, também utilizou algodão e outros enfeites, como velas acesas de modo mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Não se sabe exatamente em que cidade alemã surgiu esta tradição. Durante o século XIX esta tradição extendeu-se outros países europeus e para os Estados Unidos. Apenas no século XX essa tradição chegou à América Latina.

Atualmente essa tradição é comum a católicos, protestantes e ortodoxos.

 

 

10. Presentes

Presentes de Natal

A tradição de se dar presentes no natal está relacionada com os presentes que reis magos ofereceram ao menino Jesus, no seu nascimento. Baltazar, Belchior e Gaspar levaram ouro, mirra e incenso para Jesus. O ouro simbolizava as riquezas da realeza e a proteção de Deus; a mirra em óleo servia para a limpeza do corpo de Jesus e a sua protecção de doenças e o incenso tinha o sentido de dar proteção através da crença, da fé e da oração.

Não se sabe ao certo quando surgiu a tradição natalina, mas foi o Papa Libério que a oficializou, em 354 d.C. Para além da história dps três reis magos, também existe a história de um bispo que levava presentes para crianças de famílias carentes, e atirava moedas pelas chaminés das suas casas. Este bispo era são Nicolau (mais conhecido como Pai Natal) que viveu no século IV, sendo homenageado com um dia especial, o dia de São Nicolau.

Com o passar dos anos, a tradição de dar presentes foi-se espalhando pelo mundo, mas hoje em dia é muito maior, devido ao grande consumismo da vida moderna.



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