Mais 10 artistas de Hip Hop indígenas

 

Como a lista anterior deixou de fora ainda algumas grandes pérolas, mais uma dezena de grandes artistas de Hip Hop estão aqui para o nosso deleite.

 

1. JB The First Lady (Nuxalk / Canadá)

Essa rapariga usa o Hip Hop não só para conhecer e difundir a cultura tradicional do seu povo, mas ainda para expor um sistema que mata mulheres indígenas ainda hoje. Ela clama ter aprendido a língua do seu povo através do seu trabalho como rapper, mas almeja um dia cantar e escrever nela.

 

2. Tall Paul (EUA)

Mesmo tendo crescido em zona urbana e longe de sua cultura ancestral, esse jovem artista encontrou sua cultura na universidade quando resolveu cursar a língua Anishinaabe como crédito extra. Hoje sua herança nativa perpassa muito do seu trabalho, inclusive cantando trechos inteiros na sua língua nativa.

 

3. Rap Guarani Mbya (Tenondé Porã / Brasil)

Rap dos jovens da Terra Indígena Tenondé Porã, em Parelheiros, extremo sul da cidade de São Paulo, levanta questões básicas como demarcação e autonomia.

 

4. Wechekeche ñi Trawün (Mapuche / Chile)

Desde 2004, esse grupo de jovens Mapuche cantam o que eles chamam de “mapuche fusão”. O Hip Hop deles literalmente chama a todos a aprenderem e cantarem na sua língua nativa.

 

5. Tanaya Winder (EUA)

Para a poeta spoken-word e educadora, Hip Hop não é apenas importante, mas talvez, acima de tudo, fundamental no processo de cura da comunidade indígena por gerações e gerações de traumas.

 

 

6. Jimblah (Larrakia  / Austrália)

Descendente direto da Nação Larrakia, ele coloca em xeque o paradoxo de Hip Hop tradicional australiano, predominantemente branco e racista. Suas músicas criticam os processos colonialistas que geram esse tipo de questões sociais.

 

7. Red Cloud (Huichol / México)

Mesmo que ele não se defina como um rapper Huichol pois ainda não canta na língua nativa, ele carrega sua inquietação sobre as questões indígenas no seu discurso. Especialista, Red Cloud tem o record de um freestyle de 18 horas!

 

8. Lady Lash (Kokatha / Austrália)

Seu trabalho mistura em partes iguais jazz, Hip Hop e soul, entremeado por uma narrativa concisa e poderosa, criando assim uma maneira interessante de defender o contexto das suas raízes Kokatha (extremo sul australiano).

 

9. Kaypi Rap (Quechua / Bolívia)

O grupose localiza em Sucre e é liderado por El Gambito, que não só compõe, produz e apresenta suas músicas cantadas em quechua, mas ainda tem um estúdio que produz e grava outros artistas de Hip Hop que cantam em quechua.

 

 

10. Christie Lee (Musqueam / Canadá)

Cantando a maior parte dos versos na sua língua nativa, a jovem rapper espera aumentar o número de falantes entre os jovens. Seu objetivo é mostrar que as línguas nativas ainda podem ser escutadas na América do Norte hoje em dia.



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