10 maluqueiras do Professor Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa

Considerando a mais que inegável carismática figura do nosso presidente da república, o melhor de 10 reuniu 10 das suas várias loucuras para animar um pouco malta e também quem sabe o próprio Professor Marcelo.

 

 

1. A cama da avó Joaquina

A avó de Marcelo Rebelo de Sousa - A Dona Joaquina

Em 1997, Marcelo Rebelo de Sousa, quando resolveu, a convite, candidatar-se à Assembleia Municipal de Celorico de Basto, começou a falar na sua avó Joaquina de modo a justificar a sua ligação à terra.

Contudo, o maior contacto que teve com a Avó Joaquina foi em Lisboa, com quem viveu na altura que os seus pais se encontravam em  Moçambique. Nessa altura divertia-se a pregar partidas à senhora, sendo de referir uma situação caricata, em que após o tremor de terra de 1968, se colocou debaixo da cama da avó e simulou uma réplica de forma tão real que ela ia saindo para a rua em pânico, ainda em camisa de dormir.

 

2. Ignorar a censura

Autópsia política do 28 de maio por Marcelo Rebelo de Sousa

Em 1973, enquanto trabalhava no Jornal Expresso, Marcelo resolveu aproveitar o facto de Francisco Pinto Balsemão estar fora, em Madrid, para por em prática uma das maiores irreverências que ficaram com o seu cunho na história do “Expresso”.

Resolveu fazer uma primeira página como se já não existisse censura, em maio de 1973.  Nessa altura o semanário foi para as bancas com um artigo denominado “autópsia política do 28 de maio” e uma história sobre um massacre na Guiné.

Ambos constituíam, na altura, um tema bastante tabu e politicamente muito sensível para a época, sendo que esta façanha custou caro ao jornal. O “Expresso” começou a ser sujeito a prova de página, significando que a censura tinha de ver todas as páginas já terminadas, o que atrasava e muito o fecho das edições, com consequências financeiras desastrosas para o jornal de Balsemão.

 

3. Receber o embaixador em cuecas

Cuecas

Marcelo encontrava-se na sede do PSD, na São Caetano à Lapa, à espera de um embaixador do Irão.

Nesse momento um acidente imprevisto fez com molhasse as calças. Estando sem qualquer tempo para secar a roupa ou mudar de calças José Luís Arnaut ainda se oferece para emprestar as suas ao líder.Porém as mesmas não serviam dada a diferença de tamanhos.

A solução foi, então, receber o diplomata em cuecas e peúgas, sempre sentado à secretária, justificando-se com o facto de que receber os convidados sentado é um costume cultural que não deve ser contrariado.

Deste modo, o embaixador iraniano passou toda a reunião sem perceber que Marcelo estava, afinal, em trajes menores.

 

4. Tocar as campainhas com Guterres

campainha

Marcelo Rebelo de Sousa e António Guterres conheceram-se por intermédio de António Barahona, um colega dos tempos do Liceu Pedro Nunes, quando ambos andavam na faculdade.

Sendo ambos alunos brilhantes tinham muito em comum, chegando mesmo, em conjunto com o padre Vítor Melícias, a criar o Grupo da Luz – uma associação de jovens católicos – em 1970.

Marcelo acabou mesmo por ser um dos cerca de 20 convidados do casamento de Guterres com Luísa tal era a sua amizade.

Porém, quando ambos eram líderes dos seus partidos, o secretário-geral do PS brincou com o seu velho companheiro. “Como é que se pode confiar num tipo que, quando saía de minha casa de madrugada, acordava a vizinhança toda tocando-lhes às campainhas?”, questionou Guterres numa declaração ao “Expresso” que ficaria para sempre associada à imagem de Marcelo.

 

5. Irritar a Opus Dei

Opus Dei

Encontrando-se a recuperar de um desgosto amoroso (terminou o namoro com Teresa Beleza, irmá de Leonor Beleza), no verão de 1970, Marcelo Rebelo de Sousa foi convencido por Mota Amaral a participar num retiro da Opus Dei. Já fora, anteriormente, convidado por Adelino Amaro da Costa.

Porém, as coisas acabaram por não correr bem, dado que Rebelo de Sousa aceitou ir para o retiro nos arredores de Coimbra, não resistindo contudo às rotinas exigentes, que incluíam acordar às seis ou sete da manhã, tomar um banho de água fria e ir em jejum meditar sobre castidade e obediência.

Passado um tempo Marcelo junta um grupo de amigos – entre os quais Miguel Beleza e Carlos Santos Ferreira – indo para os copos em Coimbra. Tal «graça» correu mal aos jovens, que apanham uma grande repreensão, afastando-se posteriormente da Opus.

 

6. Pontos na Língua

Pontos na Língua

Já líder do PSD, Marcelo foi a uma reunião do PPE em Toulouse, onde era um dos oradores convidados.

Na altura partiu um dente enquanto estava a comer, o que acabou por lhe rasgar a língua, começando a sangrar. Foi, assim, preciso levar vários pontos na língua para conter a hemorragia.

Porém, tal fato não impediu Marcelo de discursar na reunião, falando em inglês e em francês, esforçadamente, e com a língua cheia de pontos.

 

 

7. Fuga aos paparazzi e a moto de água

Moto de Água

Na altura que Marcelo Rebelo de Sousa chegou à liderança do PSD, começou a verificar-se o forte interesse da imprensa cor de rosa na sua vida pessoal,.

Chegaram mesmo a fotografá-lo com a namorada Rita Amaral Cabral para mostrar a mulher que o líder do PSD andava a “esconder” ao país. Um fotógrafo do  jornal Tal&Qual foi para o Algarve com a missão de fotografar as férias do professor.

Na altura Marcelo encontrava-se na praia com o filho Nuno e notou que estava a ser observado e «perseguido» pelo paparazzo. De modo a evitar a reportagem indiscreta, atirou-se à água e começou a nadar. Marcelo afastou-se a braçadas largas do repórter e foi a nado para outra praia. Uma vez que se deslocou para tão longe do local onde tinha deixado as coisas na praia foi o filho Nuno quem o foi resgatar de mota de água, já a salvo dos olhares indiscretos dos fotógrafos.

 

8. Conversa com o bêbado

bebado a conversar

Após um comício em Fafe, o líder do PSD procurava um sítio para jantar com a namorada Rita Amaral Cabral e o assessor de imprensa Zeca Mendonça.

O local escolhido foi uma tasca, o único sítio aberto para comer àquelas horas, sendo aí que um homem já bêbado o aborda e lhe pede ajuda. Refere-lhe que a mulher está zangada com ele, mas que é uma grande fã do professor. Afirma que a única maneira de o perdoar e de o deixar entrar em casa é ser o próprio Marcelo a ir lá convencê-la. Marcelo aceita e vai.

A mulher, já em pijama, nem queria acreditar, comoveu-se e convidou o líder do PSD para uma patuscada que durou até às cinco da manhã.

9. Fazer chorar Ferreira Leite

Marcelo Rebelo de Sousa e Manuela Ferreira Leite

Na época em que Durão Barroso escolheu para ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite, Marcelo fez um comentário contundente na TVI., referindo que “Quem não tem cão caça com gato”, sendo implacável na análise apesar de Manuela ser sua amiga.

Porém, de acordo com o mencionado pelo jornalista Vítor Matos, na biografia de Marcelo, Ferreira Leite é que não terá gostado nada do comentário, chegando mesmo a chorar com a avaliação feita pelo amigo.

É interessante salientar, que noutras alturas, um elogio de Marcelo às “belas pernas” de Ferreira Leite arrancou uma sonora gargalhada à normalmente contida e sisuda social-democrata.

10. Tortura de sono a Vitorino

Marcelo-Rebelo-de-Sousa e António Vitorino

Decorriam as negociações para a revisão constitucional, que foram duras. Marques Mendes negociou horas com Jorge Lacão no parlamento.

Porém, no final, foi Marcelo quem acertou os últimos detalhes com António Vitorino, então ministro da Defesa e da Presidência de António Guterres e seu antigo aluno na Faculdade de Direito.

Rebelo de Sousa ficou, das três às seis e meia da manhã, ao telefone com Vitorino a ultimar os pormenores da longa negociação.

Na altura o ministro socialista tinha uma reunião com militares no dia seguinte às nove da manhã, o que fez que à medida que a conversa se alongava, fosse ficando nervoso com a ideia de não conseguir dormir e muito ensonado.

Uma vez que Marcelo Rebelo de Sousa já estava habituado a dormir pouco, esta foi uma tática negocial, uma vez que com as resistências em baixo, António Vitorino cederia mais facilmente aos argumentos de Marcelo Rebelo de Sousa.



Mais: , , , | Por: Mário Rocha