10 destinos obrigatórios a visitar em Portugal

Baixa do Porto

 

Porque nem tudo o que é estrangeiro é bom, e como no nosso belo Portugal, há locais do bom e do melhor, apresentamos 10 destinos que se tem mesmo de visitar!!!

 

1. Baixa do Porto

Rua de Santa Catarina

A expressão “Baixa do Porto” refere-se à zona central da cidade do Porto, em Portugal.
É nesta zona central da cidade que se localiza grande parte da banca, dos seguros, do comércio e dos serviços. Também  é na Baixa do Porto que se encontra o centro cívico (em torno da Avenida dos Aliados), a câmara municipal (aliados), as grandes ruas comerciais (Rua de Santa Catarina), o mercado tradicional do Bolhão, a estação ferroviária de São Bento e a imponente Torre dos Clérigos.

Durante algumas décadas, a Baixa do Porto encontrava-se muito desertificada em prol de outras zonas da cidade (Boavista e a Foz) ou de outros concelhos (Matosinhos e Vila Nova de Gaia). Notava-se, assim, um elevado estado de degradação de grande parte dos seus edifícios e das suas ruas.
No ano de 2004 foi criada a Porto Vivo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense, que estende também a sua acção ao Centro Histórico do Porto, classificado como Património Mundial, com o principal objectivo de combater a desertificação populacional e a degradação do património, tendo-se desde esse ano, observado várias obras de reabilitação em curso e outras já concluídas.

Outro movimento/boom que contribuiu para o renascimento da Baixa foi o aparecimento de um elevado número de estabelecimentos de diversão nocturna, como bares e cafés, em vários locais da Baixa, com grande foco na zona entre o Hospital de Santo António, Ruas Galeria de Paris e Cândido dos Reis, conhecida como zona das “Galerias de Paris”. Todo este movimento contribuiu, para que nos últimos anos se tenha verificado um aumento bastante expressivo no movimento nocturno desta zona, fenómeno muitas vezes apelidado de «Movida Portuense». Há também um número significativo de comércio especializado e alternativo a instalar-se, sobretudo para produtos de autor, design, costura, livrarias e antiquários, sendo também importante referir a zona de Cedofeita com a sua zona comercial e principalmente a Rua Miguel Bombarda, para muitos considerada o centro de artes da cidade, tendo em conta o grande número de galerias de arte ai existente.

 

2. Parque Nacional da Peneda-Gerês

Parque Nacional da Peneda-Gerês

Parque do Gerês

O Parque Nacional da Peneda-Gerês é uma das mais importantes áreas protegidas de Portugal, com autonomia administrativa, financeira e capacidade jurídica, criada no ano de 1971, através do Decreto-Lei n.º 9/70 de 19 de Junho, no meio ambiente da Peneda-Gerês. Este mesmo decreto tornou possível conservar o solo, água, flora, fauna e paisagem local, da vasta região montanhosa com cerca de 60 000 hectares, a maioria já submetidos a um regime florestal.

O Parque Nacional da Peneda do Gerês, encontra-se localizado no extremo noroeste de Portugal, na zona raiana entre Minho, Trás-os-Montes e a Galiza. Engloba todo o vasto território florestal que se estende desde a Serra da Peneda até a Serra do Gerês , e também a Serra do Soajo e a Serra Amarela. Este parque é atravessado por dois grandes rios, o Rio Lima e Cávado. Abrange os distritos de Braga (concelho de Terras de Bouro), Viana do Castelo (concelho de Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca) e Vila Real (concelho de Montalegre) definindo uma área total de cerca de 70 290 hectares. Estende-se desde a serra do Gerês, a Sul, atravessando a serra da Peneda, até a fronteira espanhola.

É considerado pela UNESCO, Reserva Mundial da Biosfera.

Constitui uma das grandes atracões naturais de Portugal devido à sua rara e impressionante beleza paisagística, pelo valor ecológico e etnográfico, assim como, pela variedade de fauna (corços, garranos, lobos, aves de rapina) e flora (pinheiros, teixos, castanheiros, carvalhos e várias plantas medicinais). Também são visíveis neste parque trechos da estrada romana que ligava Braga a Astorga, conhecida como Geira e também dois importantes centros de peregrinação, o Santuário de Nossa Senhora da Peneda e o de São Bento da Porta Aberta, local de grande devoção popular.

 

3. Vale do Douro

Vale do Douro

Barcos Rabelos Vila Nova de Gaia

O Vale do Douro também se podia denominar «Vale dos grandes vinhos» tal a riqueza de castas e produção dos melhores vinhos de Portugal e também do inesquecível Vinho do Porto.
Com inicio no Porto, onde o rio desagua e também os vinhos do Douro (de mesa) e do Porto (vinho generoso) produzidos nas suas encostas, esta bela paisagem cultural, é classificada Património Mundial. Indo por estrada, comboio, num barco de cruzeiro, ou até de helicóptero, é enorme a satisfação e o prazer retirados de uma viagem ao longo deste vale. Num percurso pelos Miradouros que oferecem as melhores vistas, podemos apreciar paisagens deslumbrantes sobre o rio, assim como visitar vinhas, vilas e aldeias até chegar a Miranda do Douro, onde o rio douro entra em Portugal.

É importante iniciar esta maravilhosa viagem com uma visita, em Vila Nova de Gaia, às caves onde o vinho do Porto envelhece, onde é possível conhecer um pouco mais este vinho e a suas principais características, aproveitando, claro está, para provar o precioso néctar. Ainda é possível, observar, na margem de Vila nova de Gaia os antigos barcos rabelo, responsáveis pelo transporte do vinho das quintas produtoras até à foz antes da construção das várias barragens que tornaram o rio navegável.

Mais a norte no Peso da Régua, é essencial visitar o Museu do Douro que nos apresenta outra perspetiva da cultura do vinho e da região. Não longe, fica Lamego, uma das mais bonitas cidades do norte de Portugal, localizada na base duma imensa escadaria de azulejos azuis e brancos que leva ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. No Pinhão, à beira do rio, é obrigatória a visita à estação de caminhos de ferro e ver os seus antigos azulejos dedicados à cultura da vinha. Antes do Pocinho, um desvio na margem sul para conhecer o castelo de Numão e apreciar a vista sobre o horizonte, é uma opção a considerar atentamente. Mais a leste encontra-se o Parque Arqueológico de Foz Coa, uma galeria de arte rupestre ao ar livre classificada Património da Humanidade e o respetivo Museu em Vila Nova de Foz Coa. Em Barca de Alva já nos encontramos no Parque Natural do Douro Internacional, uma vez que o rio daqui até Miranda do Douro faz fronteira entre Portugal e Espanha. Aqui o rio douro corre apertado entre altas escarpas até chegar à pequena cidade raiana onde entra em Portugal.

O Alto Douro Vinhateiro define-se como a mais antiga região vinícola demarcada do Mundo. Neste local o rio douro fez a primeira obra cavando na terra os vales profundos e o Homem procedeu á modificação das montanhas de xisto em terra e muros e nela plantou a vinha, verde no verão e cor de fogo no outono. Também inclinou os terraços para que os raios de sol abracem as videiras e forneçam às uvas o calor suficiente para a produção de vinho.
Pode-se assim dizer, que do trabalho conjunto das forças da mãe-terra e do homem nasceu este belo vale de vinhos e paisagens únicas.

 

4. Serra da Estrela

serra da estrela

Queijo da Serra da Estrela

A Serra da Estrela é uma cadeia montanhosa onde se encontram as maiores altitudes de Portugal Continental, sendo considerada a segunda montanha mais alta de Portugal a seguir à Montanha do Pico, nos Açores, que tem uma altitude superior em 358 metros.
Insere-se na grande e vasta cordilheira denominada Sistema Central, no subsistema designado como sistema montanhoso Montejunto-Estrela. A sua paisagem está integrada no Parque Natural da Serra da Estrela, que desde a sua formação a 16 de Julho de 1976 é a maior área protegida em solo português.

Para além da mais que comum neve, também predominam nesta zona uma fauna e flora extraordinárias. Para além destes atrativos é fundamental referir a orografia de proporções colossais (e.g. Cântaro Magro), assim como riqueza humana, cultural, histórica e gastronómica da região.

Esta serra também apresenta uma grande riqueza do ponto de vista hidrológico, sendo que da mesma escorrem numerosas linhas de água que irão beneficiar as três maiores bacias hidrográficas do país: Douro, Mondego e Tejo. É interessante salientar que os habitantes de Lisboa, Porto e Coimbra usufruem e dependem da água proveniente da Serra da Estrela.

A maioria da área que define a Serra da Estrela (cerca de 74 529, 3 hectares) situa-se maioritariamente no Distrito da Guarda com 85% da área. Engloba ainda uma pequena área no Distrito de Castelo Branco com 15% (13 762,4 hectares). Insere-se em seis municípios: Guarda, Manteigas, Gouveia, Seia, Celorico da Beira e Covilhã, todos situados no distrito da Guarda, excetuando a covilhã que pertence ao distrito de Castelo Branco.

A Serra da Estrela atinge a sua máxima altitude (1993 metros) nas proximidades da sua Torre. Este ponto é limite de quatro freguesias: São Pedro (Manteigas), Loriga (Seia), Alvoco da Serra (Seia) e Unhais da Serra (Covilhã), sendo este ponto mais alto de Portugal Continental partilhado pelos três municípios aos quais estas freguesias pertencem: Manteigas, Seia e Covilhã.

Nas zonas com maior altitude da serra situa-se a Estância de Esqui Vodafone, a única estância de esqui de Portugal, desenvolvendo-se a mesma nas encostas da serra que pertencem à freguesia de Loriga.
Para além desta estância para a prática de esqui, é também relevante referir que é produzido nesta serra, o queijo da Serra da Estrela, considerado o melhor queijo português.

A Serra da Estrela também possui uma raça de cães de guarda, o cão da Serra da Estrela. Esta cão e o queijo tem uma forte relação com o tradicional pastoreio da ovelha bordalesa desta região.

 

5. Berlenga Grande (Peniche)

Ilha das Berlengas-Peniche

Forte de São João Batista

A Berlenga Grande é a maior ilha do arquipélago das Berlengas, localizada ao lado do cabo Carvoeiro, na costa de Portugal, com aproximadamente 78,8 hectares.
Visitada desde longa data, também é denominada como Ilha de Sonho e Ilha de Saturno pelos geógrafos da Antiguidade, tendo sido já visitada por vikings, mouros e corsários franceses e ingleses.

Esta ilha já foi habitada pelos monges da Ordem de São Jerónimo que aí fundaram o Mosteiro da Misericórdia. Estes monges acabaram por desaparecer devido a factores diversos como doenças e pelas invasões de corsários. Deste mosteiro, apenas existem, actualmente, alguns muros e pedras soltas, onde, na década de 1950, foi construído um restaurante (actualmente Mar e Sol).

Posteriormente durante a Restauração da independência, a Coroa portuguesa determinou erguer o Forte de São João Baptista das Berlengas (1651), construção fundamental na defesa do litoral de Peniche, que, contudo, viria a ser posteriormente abandonado, durante o século XIX. Nesse período estava em construção o Farol Duque de Bragança, cujo alcance atinge até 30 milhas com bom tempo.

Tendo em conta a preservação das condições ambientais, esta ilha é de acesso e trânsito condicionados, com zonas restritas e número máximo de visitantes diários. Porém, é possível visitar e pernoitar (em locais próprios), existindo no verão transportes regulares entre Peniche e o Porto do Carreiro do Mosteiro, como por exemplo as embarcações Cabo Avelar Pessoa e Porto Batel, Atlantis, TGV e Nevada[ da empresa Feeling Berlenga. Também existe alojamento disponível na Fortaleza, restaurante e parque de campismo.

Nos meses de verão, durante o período balnear. o Instituto de Conservação da Natureza mantém um posto de atendimento e dois pequenos estabelecimentos comerciais atendem os turistas e os residentes: um restaurante e um mercado (“castelinho”). A praia de banhos (Praia do Carreiro do Mosteiro), com cerca de 40 m de areal não é vigiada. As restantes praias da ilha não têm areia e apenas duas estão em local legalmente acessível ao visitante: Praia da Fortaleza, e Praia dos Cações, virada a Poente.

 

6. Palácio da Pena – Sintra

Vila de Sintra

Palácio da Pena

O Palácio Nacional da Pena, mais conhecido por Palácio da Pena ou Castelo da Pena, localiza-se na vila de Sintra, na freguesia de São Pedro de Penaferrim, concelho de Sintra, no distrito de Lisboa, em Portugal. Define-se como umas das principais expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX do mundo. É o primeiro palácio construído neste estilo na Europa, tendo mesmo sido, em 7 de julho de 2007, eleito como uma das Sete Maravilhas de Portugal.O Palácio Nacional da Pena, mais conhecido por Palácio da Pena ou Castelo da Pena, localiza-se na vila de Sintra, na freguesia de São Pedro de Penaferrim, concelho de Sintra, no distrito de Lisboa, em Portugal.

Define-se como umas das principais expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX do mundo. É o primeiro palácio construído neste estilo na Europa, tendo mesmo sido, em 7 de julho de 2007, eleito como uma das Sete Maravilhas de Portugal.A maioria do Palácio assenta em enormes rochedos. A grande variedade de estilos arquitéctonicos que o definem (neogótico, neomanuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, com outras sugestões artísticas como a indiana) é verdadeiramente intencional, considerando que a mentalidade romântica do século XIX apresentava um fascínio invulgar pelo exotismo.O Palácio da Pena divide-se em quatro áreas principais:

• Couraça e muralhas envolventes (necessárias para consolidar a implantação da construção), com duas portas, uma das quais com ponte levadiça;
• Corpo, restaurado na íntegra, do Convento antigo, ligeiramente em ângulo, no topo da colina, completamente ameado e com a Torre do Relógio;
• Pátio dos Arcos frente à capela, com a sua parede de arcos mouriscos;
• Zona palaciana com o seu baluarte cilíndrico de grande porte e um interior decorado em estilo cathédrale, de acordo com preceitos em voga e com intervenções decorativas importantes ao nível do mobiliário e ornamentação em geral.

Para além do palácio é também relevante referir o Parque da Pena. Quer o Palácio que o Parque da pena foram idealizados e concretizados como um todo. A partir do Palácio é possível observar um manto de arvoredo que ocupa mais de 200 hectares que constitui o Parque da Pena, com os seus vários percursos e passeios e inúmeras construções de jardins, pontes, grutas, bancos de jardim, pérgulas e fontes. Neste parque existem pequenas casas onde se alojavam guardas e elementos da criadagem, estufas e viveiros com camélias, rododendros, rosas, de cepas invulgares e raras, e obras de arte como a estátua do guerreiro, de Ernesto Rusconi, que é possível ver a partir do Castelo. De realçar são também os lagos próximos à saída para o Castelo dos Mouros, pitorescos e aprazíveis, envolvidos por um imenso tubo de fetos arbóreos.

 

7. Parque Natural da Arrábida

Parque da Arrábida

javalis na praia-Parque Natural da Arrábida

O Parque Natural da Arrábida é uma reserva biogenética localizada na Serra da Arrábida, no distrito de Setúbal, em Portugal. Foi criado pelo Decreto-Lei n.º 622/76, de 28 de Julho, apresentando uma área de aproximadamente 10 800 hectares. O seu clima é geralmente muito semelhante a regiões Adriáticas. No seu microclima é muito comum verificar vegetação do tipo maquis, uma formação vegetal muito comum da região do Mediterrâneo, que se estabelece em solos siliciosos. Geralmente este tipo de vegetação é composta por arbustos muito densos e de difícil penetração.

Possui uma fauna bastante diversificada (lobos, javalis e veados). Recentemente, o número de javalis na Serra da Arrábida tem vindo a aumentar, o que se torna problemático, uma vez que está a ameaçar espécies de flora protegida pelo parque natural, como orquídeas raras e tulipas selvagens.

O Parque Natural está integrado em redes internacionais de conservação e todo o seu território está classificado como Sítio de Especial Interesse para a Conservação da Natureza – Biótopo CORINE. Engloba diversas áreas de Reserva Integral, como a Mata do Solitário, a Mata do Vidal e a Mata Coberta.

 

8. Vila Nova de Milfontes

Vila Nova de Milfontes

Castelo de Milfontes

Vila Nova de Milfontes é uma freguesia portuguesa do concelho de Odemira, distrito de Beja, situada na margem norte da foz do rio Mira. Encontra-se inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Possui 75,88 km² de área e 5001 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 65,9 hab/km².De destacar é o seu património como:

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• Castelo de Milfontes ou Forte de São clemente, construído numa posição dominante sobre a vila piscatória, na margem direita da foz do rio Mira, que protegia o acesso a Odemira de incursões de piratas oriundos do Norte d’África.
• Parque natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, com um clima é mediterrânico, com forte influência marítima, cujas temperaturas mantêm-se amenas todo o ano.
• Igreja da Nossa Senhora da Graça, que pertenceu à Ordem de Santiago da Espada cuja cruz está gravada na porta principal.
• Ermida de São Sebastião, de construção maneirista popular de meados do séc. XVI, edificada, provavelmente, sobre uma antiga construção castrense de carácter militar.

Vila Nova de Milfontes é também muito famosa pelas suas várias festas e romarias, como a festa da Nossa Senhora da Graça, com a sua celebre procissão fluvial e também a feira do turismo onde é uma constante a animação musical e as tendas gastronómicas.

 

9. Fortaleza de Sagres

Fortaleza de Sagres

Canhões do Castelo de Sagres

A Fortaleza de Sagres, também referida como Castelo de Sagres ou Forte de Sagres, localiza-se numa posição dominante coroando a Ponta de Sagres, no sudoeste do Algarve, em Portugal. Da sua falésia escarpada, fortemente batida pelo vento, é possível desfrutar de uma deslumbrante vista panorâmica ao longo da costa, com destaque para as enseadas de Sagres, o cabo de São Vicente (extremo sudoeste do continente europeu) e o vasto Oceano Atlântico. A partir desta fortificação e as suas imediações, integradas no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, é possível observar o património natural da costa, especialmente no que se refere à flora, com algumas das espécies mais representativas da região como, por exemplo, “Allium ampeloprasum” (porro-bravo), “Armeria welwitschii” (erva-divina), “Asteriscus maritimus” (pampilho-marítimo), “Crithmum maritimum” (perrexil-do-mar), “Juniperus turbinata” (zimbreiro), “Malva sylvestris” (malva), “Pancratium maritimum” (narciso-das-areias), “Spartium junceum” (esparto).

A fortaleza de Sagres é constituída por vários edifícios, como o torreão central, diversos quartéis e a torre cisterna, as antigas casas da “correnteza” e a Casa do Governador. No seu terrapleno existem seis baterias/canhões orientadas para o mar e guaritas. Isolado dos demais edifícios, encontra-se o Paiol da Pólvora possivelmente construído em meados do século XVIII. Também podemos observar, no conjunto destas construções, uma réplica de um Padrão de Descobrimento quinhentista, no qual se pode observar um escudo de armas do Infante D. Henrique.
Para além dos seus edifícios é inevitável destacar a sua Rosa-dos-Ventos, também denominada como rosa-dos-ventos do Infante D. Henrique, que consiste uma ampla estrutura, que representa uma estrela com 32 raios, simbolizando os rumos, inscrita num círculo e traçada no solo por seixos irregulares, que é associada ao gnômon de um relógio de sol.

 

10. Lagoa das Sete Cidades – Açores

Lagoa das sete cidades

Lagoa das Sete Cidades

A Lagoa das Sete Cidades localiza-se no fundo da caldeira das Sete Cidades, na ilha de São Miguel, nos Açores. Conserva vestígios da vegetação primitiva do arquipélago, com destaque para o cedro-do-mato(“Juniperus brevifolia”), o “Chaerophyllum azoricum”, a angélica (“Angelica lignescens”), o azevinho (“Ilex perado ssp. azorica”), a “Tolpis azorica”, o queiró(“Daboecia azorica”), a urze (“Erica azorica”), a “Lysimachia azorica”, a uva-da-serra (“Vaccinium cylindraceum”), o folhado (“Viburnum tinus ssp. subcordatum”), a “Cardamine caldeirarum”, as margaridas (“Beilis azorica”), assim como os musgos “Breutelia azorica”, “Campylopus azoricus” e “Grimmia tricophylla ssp. azorica”.

É também, uma importante zona de passagem para aves migratórias, muitas das quais em perigo de extinção. Encontram-se, nesta lagoa, igualmente aves endémicas dos Açores, como o pombo-torcaz-dos-Açores (“Columba palumbus azorica”), o melro-preto (“Turdus merula azorensis”) e a estrelinha (“Regulus regulus azoricus”).
Nas águas das suas lagoas é possível observar várias espécies de peixes introduzidas pelo Homem, como por exemplo a carpa (“Cyprinus carpio”), o lúcio(“Esox lucius”), a perca (“Perca fluviatilis”), o ruivo (“Rutílus rutílus”) e a truta (“Salmo iridens gibrons”).

A lagoa das Sete Cidades é considerada o maior reservatório natural de água doce de superfície dos Açores, com uma vasta área que chega aos 4,35 quilómetros quadrados e uma profundidade de 33 metros. Destaca-se pela dupla coloração das suas águas, e é separada por um canal pouco profundo, atravessado por uma ponte baixa que separa de um lado um espelho de águas de tom verde e, do outro, um espelho de tom azul.
Há que associe muito a Lagoa das sete cidades à cidade perdida e submersa da atlântida, tendo em conta as suas características e a beleza da paisagem envolvente,
A lagoa, bem como todo o ambiente envolvente, está classificada como Paisagem Protegida.

 



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