10 declarações de amor de escritores famosos

Declarações de amor

Em mais um dia de São Valentim, o melhor de 10 apresenta um conjunto de declarações de grandes Valentinos das letras para apreciar e se achar bem dedicar ao seu par. 😉 Alertamos para o facto das declarações terem sido por nós traduzidos da língua Espanhola, pelo que desculpamos desde já alguns eventuais lapsos, uma vez que procuramos traduzir o melhor possível o seu conteúdo.

 

1. Gustave Flaubert a Louise Colet

Honoré de Balzac

“ A próxima vez que te vir te cobrirei de amor, com caricias e extase. Te agarrarei com todas as alegrias da carne, de tal forma que irás desmaiar e morrer. Quero que te sintas maravilhada comigo e que confesses a ti mesma que nunca sonhaste sequer em ser transportada desta maneira. Quando fores velha quero que te recordes destas poucas horas. Quero que os teus ossos secos tremam de alegria quando penses nelas”

 

2. Oscar Wilde ao seu amante Bosie

Oscar Wilde

“Meu menino,

O teu soneto é encantador, é uma maravilha que esses teus lábios, vermelhos como as pétalas das rosas, sejam feitos tanto para a loucura da música e canções, como para a loucura de beijar. A tua fina alma dourada caminha no medo da paixão e da poesia. É como Jacinto a quem Apolo amava com tanta loucura, nos seus tempos na Grécia. Porque estás sozinho em Londres? E quando vais a Salisbury? Vai lá enfiar as tuas mãos nas coisas góticas e volta cá quando desejares. É um lugar encantador, que apenas fazes falta tu. Mas vai primeiro a Salisbury.

Sempre com grande amor, o teu…”

 

3. Ernest Hemmingway a Mary Hemmingway

Ernest Hemmingway

Minha querida,

Sai de barco com Paxthe, Don Andrés e Gregório e estou fora todo o dia. Logo regresso com a certeza que farei uma carta ou mais. E talvez as faça. Se não as fizer ficarei triste e esperarei ate a manhã seguinte. Pensarei que não haverá nada até à noite.

Escreve-me Pepinillo, que se for um trabalho que tens de fazer o farás. É muito duro estar aqui sem ti e estou a faze-lo, mas me custa tanto que posso morrer. E se algo te acontecer morrerei também da mesma forma que um animal morre num zoológico se algo se passa com a sua parceira.

Muito Amor minha querida Mary, e deves saber que não estou impaciente. Estou apenas desesperado”

 

4. Nathaniel Hawtorne à sua amada

Nathaniel Hawtorne

“Minha Querida,

Gostaria de ter o dom de fazer rimas, porque a meu ver há poesia na minha cabeça e no meu coração desde que estou apaixonado por ti. Tu és um poema. De que tipo? Épico? Que se apoderou de mim? Um soneto? Não, porque é demasiado elaborado e artificial!! Tu és uma espécie de balada doce, alegre e patética, cuja natureza é o canto, as vezes com lágrimas e outras vezes com sorrisos, e certas ocasiões uma mistura de sorriso e lágrimas”

 

5. Henry Miller a Annais Nin

Henry Miller

“Tens um sentido de humor delicioso. Adoro-o. Quero ver-te rir sempre. Tu o mereces. Tenho pensado em sítios onde deveriamo ir juntos, sítios escuros, aqui e ali em Paris, só pelo simples facto de dizer “Aqui vim com Anais”, “Aqui comemos, bailamos e nos emborrachamos juntos.”

E ver-te borracha alguma vez. Que privilégio! Quase me dá medo de te propor isso, mas Anais, quando penso em como te apertas contra mim, o quão ansiosamente abres as pernas e que húmida estás, Deus, me venho louco de pensar em como serias quando tudo se dissolve. Ontem pensei em ti, em como enrolas as pernas em torno de mim, de pé, em como treme a habitação, em como cai sobre ti na obscuridade sem saber nada. E estremeci e gemi de prazer.

Penso que se tiver de passar o fim de semana todo sem te ver, será intolerável. Se for preciso ir a Versailes no Domingo – que o seja, mas hei-de ver-te. Não temas tratar-me com frieza. Bastará apenas estar junto a ti, observar-te com admiração. Quero-te e isso é tudo.”

 

6. James Joyce à sua amada Nora

James Joyce

“Tu és o meu amor. Tens-me completamente em teu poder. Sinto que se futuramente escrever algo bom e nobre devo fazê-lo apenas ouvindo as portas do teu coração. Gostava que a minha vida decorresse ao teu lado, até que nos convertamos num único ser que morrirá quando chegar o momento”

 

7. Jean Paul Sartre a Simone de Beauvoir

Jean Paul Sartre

“Tenta entender-me. Quero-te enquanto presto atenção às coisas que passam. Em Toulouse simplesmente te quis. Esta noite quero-te como numa tarde de Primavera. Quero-te com a janela aberta. És minha e as coisas são minhas e o meu amor altera as coisas ao meu redor e as coisas ao meu redor alteram o meu amor”

 

8. Honoré de Balzac à Condessa Eveline Hanska

Honore-de-Balzac

“Estou praticamente louco por ti, tanto como se pode estar louco: não posso unir duas ideias sem que te intrometas entre elas. Não posso pensar em nada mais senão em ti. A minha imaginação leva-me a pensar em ti. Agarro-te, beijo-te, acaricio-te, mais de mil caricias amorosas se apoderam de mim.

E quanto ao meu coração estarás sempre nele presente. Tenho nele uma deliciosa sensação de ti. Mas meu Deus! Que será de mim agora que me privaste da razão? Esta é uma mania que esta manhã me aterroriza.

Ponho-me de pé e digo a mim mesmo: Vou lá. Logo me sinto de novo movido pela responsabilidade. Ai está um conflito de medo. Isto não é vida. Nunca antes tinha sido assim. Tu devoraste tudo.

Sinto-me tonto e feliz sempre que penso em ti. Giro num sonho delicioso em que num instante se vivem mil anos. Que situação tão horrível!!!

Estou abrumado de amor, sinto amor em todos os poros, vivendo só por amor, e vendo como me consomem os sofrimentos, presos em mil fios de teia de aranha.

Minha Eva, não o sabias. Levantei a tua carta. Está agora em frente a mim e te falo como se estivesse aqui. E vejo-te, como te vi ontem, bonita, assombrosamente bonita.

Ontem, durante a tarde, disse a mim mesmo: “És minha”. Ah! Os anjos não estão tao felizes no paraíso como eu estava ontem!!!

 

9. Mariana Alcaforado a um desejado Francês

Mariana Alcoforado

“Parece que atento gravemente  contra o meu coração ao dar-te a conhecer os meus sentimentos através de uma carta.

Que feliz seria se pudesses julga-los atendendo à violência dos teus. Mas, ainda que nao devesse aludir a ti, desculpa que te digo, com menos virulência da que sinto, que não está bem que me maltrates como estás a fazer, com um esquecimento que a mim me desalenta, e a ti deveria envergonhar”

 

 

10. Juan Rulfo a Clara Aparício

Juan Rulfo

 ” E a vida se enche com o teu nome Clara, claridade esclarecida.

Eu poria o meu coração nas tuas mãos sem que ele se rebeldasse

E nem assim tremeria de medo, porque sabia quem o tomava.

E um coração que sabe e que pressente quem é a mão amiga

manejada por outro coração não teme nada.

E que melhor amparo teria ele que as tuas mãos Clara?

Aprendi a dizer o teu nome enquanto durmo

E aprendi a dizê-lo por entre a noite iluminada

E também ja o aprenderam a árvore e a tarde.

E o vento levou-o até aos montes e o pos

entre as espigas de trigo. E o murmura o rio…”



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