10 automóveis que não tiveram grande sucesso de vendas

Lotus ELAN M100

1. Lotus ELAN M100 (1989-1995)

Na década de 80 a GM detinha a Lotus e a Isuzu. Foi nesta altura que uma linha de executivos da GM achou por bem juntar as duas marcas. Foi assim que desta parceria saiu o Lotus ELAN M100. Um roadster de tração dianteira proveniente do Isuzu Piazza, que não tinha nada em comum com qualquer dos modelos anteriores da Lotus. No entanto os adeptos da Lotus reagiram mal a este projeto, o que fez com que apenas 4655 unidades fossem vendidas.

 

Ford Probe

2. Ford Probe (1989-1997)

Este modelo foi construído como o objetivo de substituir o Ford Capri na Europa e até mesmo o icónico Ford Mustang na América. O problema deste modelo é que era basicamente o Mazda MX-5 mas em formato berlina e com o símbolo da Ford na frente. Outra particularidade foi o facto de Ford Probe só ter chegado à Europa em 1994, com tração dianteira e um motor V6 pouco desenvolvido. Não teve sucesso comercial na competição com outros automóveis semelhantes. Em 1997 surgiu o seu substituto o Ford Cougar, mas também sem grande sucesso de vendas.

 

Fiat Ritmo

3. Fiat Ritmo (1978-1988)

O seu design para a época foi moderno e distinto, podia este ter sido um dos modelos mais icónicos para a história da FIAT. No entanto, não foi isso que aconteceu. O FIAT Ritmo teve bastantes problemas de fiabilidade, ferrugem na carroçaria foram o suficiente para este modelo perder notoriedade. Nem as atualizações de 1982 e 1985 ajudaram a aumentar as vendas deste modelo.

Volkswagen K70
4. Volkswagen K70 (1969-1974)

Foi nesta altura que a Volkswagen atingiu grande notoriedade ao adquirir a NSU e a Auto Union com intuito de ficar com a Audi. Com o conhecimento adquirido na época devido à união das marcas o K70 permitiu à Volkswagen substituir os antigos motores refrigerados a ar por motores mais modernos refrigerados a água. No então o modelo K70 na altura não ganhou notoriedade devido ao seu público ter falta de confiança na NSU. O modelo mais vendido na época equivalente era o Audi 100 ou o modelo anterior o VW 411 (ainda com o motor do mítico Carocha). Apenas 200 mil unidades do K70 foram produzidas.

 

Talbot Tagora

5. Talbot Tagora (1980-1983)

Depois de adquirir a Chrysler Europe o grupo PSA foi literalmente obrigado a construir o Talbot Tagora pois o projeto do automóvel já estava concluído. Com a ideia de poupar custos na produção, tentaram aplicar o motor do Peugeot 505 por baixo, deixando pouco espaço para a suspensão. O seu preço era semelhante ao do Peugeot 604. O grupo PSA falhou ao tentar convencer o público, sendo que apenas 20 mil unidades foram produzidas. O grupo PSA acabou com a marca Talbot nessa época, pois nenhum dos seus modelos foi bem sucedido.

 

 

Mazda 121

6. Mazda 121 (1996-2002)

Na década de 90 a Ford e Mazda tinham uma parceria e partilhavam muitos componentes. Por alguma razão a Mazda não conseguiu obter sucesso com o seu modelo 121 no mercado europeu. Com ideia de poupar recursos, as marcas decidiram trocar o símbolo da Mazda por o Ford Fiesta. O objetivo era colmatar o problema. O pior dos resultados aconteceu, pois sofreu uma grande falta de identidade, e em nada era diferente do icónico Ford Fiesta.

Citroen Axel
7. Citroën Axel (1984-1990)

Durante a década de 80 muitos automóveis eram construídos na Europa de leste. Muitos projetos provinham da Republica Checa, Hungria, mas foi na Roménia que este projeto ver mais tarde dar origem à marca Oltcit. Os automóveis da Europa de leste eram muito mais básicos e com menor qualidade de forma a se tornarem baratos para o mercado e o povo ter acesso aos mesmos. Este automóvel era muito parecido com o Citroën Visa, mas com pouca qualidade, pois não tinha portas de trás. Vendeu apenas 60 mil unidades.

 

Alfa Romeo Arna
8. Afla Romeo Arna (1983-1987)

Na década de 80 as marcas japonesas chegavam muito pouco ao mercado europeu. Durante essa altura a marca Nissan fecha um acordo com a Alfa Romeo de modo o tentar implementar no mercado europeu o seu Nissan Cherry, mas com motores Alfasud e uma nova suspensão dianteira. O design deste automóvel era banal, coisa que era o oposto da Alfa Romeu pois primou sempre por o seu design desportivo. O objetivo deste automóvel era fazer concorrência comercial ao VW Golf. O Alfa Romeo Arna vendeu apenas 53 mil unidades, sendo que ditou logo com a parceria entra as duas marcas.

 

Alfa Romeo Arna
9. Renault 14 (1976-1983)

Aqui temos mais um exemplo de tentativa de concorrência comercial ao VW Golf. O Renault 14 foi construído com uma carroçaria de dois volumes. Outra ideia estranha por parte da Renault foi ter utilizado motores Peugeot para a sua construção. A sua imagem foi prejudicada por ter cometido uma gafe publicitária e para agravar descobriram que o carro enferrujava facilmente. O Renault 14 não chegou a vender 1 milhão de unidades.

 

 

Morris Marina

10. Morris Marina (1971-1980)

Este modelo britânico chegou ao mercado com sérios problemas de construção. Era um automóvel bastante difícil de curvar, a qualidade dos metais era fraca, o que acabava por enferrujar facilmente. Na época a British Leyland atravessava problemas e este modelo não ajudou, o que levou a Morris a encerrar.



Mais: , , | Por: João Baganha